O Pai Da Minha Melhor Amiga Protegendo o seu site contra cópia
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Capitulo O1- First Day


Eu nunca fui uma pessoa de acreditar muito no amor, eu fui criada assim. Minha mãe era uma dançarina de bar, uma coyote..Minha era uma das melhores, quando ela dançava parecia que o mundo parava para vê-la, eu sentia orgulho dela.Meu pai foi um homem de negócios que se apaixonou quando a viu dançando, foi um amor avassalador , uma amor que pegou os dois de jeito, que nem mesmo ambos poderia explicar.
-Acorde,Srta.Araújo - Peter falava tirando as cobertas de cima de mim - você tem escola.
-Por que Peter? - falei colocando o travesseiro em meu rosto. - Tenho dinheiro, para que estudar, meu futuro esta todo garantido.
-Então preferes ser uma daquelas patrícias sem cérebro que tanto odeias?
-Está bem - falei me levantando.Peter foi que cuido de mim quando meus pai morreu, seis meses atrás.
-A escolha foi sua de ir para uma escola publica
-Estava cansada de mauricinhos e patrícias me cercando só pelo fato de eu ser rica - falei andando até o meu guarda-roupa e pegando uma roupa simples.
-Mas você não namorava um desse mauricinhos?
-Peter é diferente, eu namorei, faz mais de um ano que eu troquei de escola e fui para um publica.
-Já fará um ano que você estuda em East High School.
-Um ano que eu moro sozinha, porque a louca da minha mãe ficou rica e foi gastar dinheiro.
-Não acha que ela tenha sorte te seu pai salvar ela daquela vida?
-Peter, - eu fui em direção ao banheiro - sorte são para principiantes, ela teve a decência de se apaixonar por ele.
-Você fala da sua mãe como se ela fosse...
-Uma avoada e doida?
-Com toda certeza.
-Depois da perda de seu pai ela ficou assim.
-Peter, namorar cara mais novos não é o melhor jeito de esquecer o amor de sua vida.
-E você? Esqueceu o amor? - Peter tocou em uma ferida já sarada.
-Peter, ele me magoou e foi por isso que eu tive que sair do Texas e vir para L.A.
-...
-Não Peter, tenho que tomar banho,tenho que ir a escola. - falei entrando no banheiro e ligando o chuveiro. A água afastou todos aqueles mãos pensamentos, aqueles meus eternos pesadelos, meu coração estava aos cacos. Desliguei o chuveiro e vesti minha roupa. Hoje era o começo de algo novo.

narrando ligado:

Ele tinha prometido que essa seria a ultima vez, meu pai sempre me fazia mudar de cidade por conta do trabalho, agora eu tinha voltado para a minha terra natal,minha Los Angeles. Eu nasci aqui como meu pai, agora você me pergunta que pai é esse que sempre leva a filha para tudo que é canto? O meu pai, ele é um homem de negocio, dono das empresas Dantay-West, meu pai é um homem,como posso lhe dizer ‘rico’, ele fez seu patrimônio com apenas 17 anos. Meu pai e minha mãe se conheceram no colegial, ele era apenas um adolescente de 14 anos e ela uma de 17 anos, eles se apaixonaram e numa noite provaram seu amor, e nessa noite eu fui concebida. Meu pai não soube o que fazer no começo,mas com o tempo ele começou a trabalhar e ai surgiu a empresa Dantay-West. Nos mudamos para L.A. pois ele abrirá uma filia junto como um de seus sócios por aqui.
-Me desculpe! - falei logo que esbarrei em alguém.
-Olha para onde anda novata - uma garota falou se aproximando de mim.
-Nicole deixe-a em paz. - uma menina falou - Vaza daqui.
-Você me paga!
-Dinheiro ou em cheque?
-Aght! - A garota saiu bufando.
-Você estar bem? - ela falou perguntou pegando meus livros e me entregando.
-Sim, obrigada por me ajudar.
-De nada. Eu sou . - ela falou me estendendo a mão.
-Eu sou .Prazer - nós andamos pelo corredores em silêncio.
-Precisa de ajuda?
-Claro que sim, estou perdida.
-Qual é a sua turma?
-A ‘B’.
-A mesma que a minha. - então nós engatamos uma conversar, era muito legal diferente de Nicole, sinto que essa garota ainda vai me perturbar muito o juízo. Chegamos na sala e ela me apresentou a maioria dos meninos e outras meninas, senti que podia confiar nela, como confiasse na minha melhor amiga.
-Não creio que você dançou em cima de um balcão? - eu falava abismada enquanto todos saiam para o recreio.
-Foi, meu Deus, bons tempos aqueles.
-Eu nunca na minha vida iria fazer isso.
-Por que não?
-Meu pai é meio rígido,ela não me deixa sair muito, na verdade, eu nunca quis ter amigas, ele sempre se muda e essas coisas.
-, amor, seu pai não pode te proibir de nada, ele engravidou sua mãe com 14 anos, com meus 14 anos eu estava brincando de boneca - rimos enquanto ela me arrastava para uma mesa.
-Eles eram apaixonados e queria ficar juntos, a gravidez só ajudou.
-E eles viveram felizes para sempre?
-Não, - o sorriso de meus lábios desapareceu - minha mãe morreu há alguns anos.
-, desculpa.
-Você não sabia, e além do mais, faz muito tempo.
-Desculpa amiga.
-Vamos esquecer.
-Pois é, a vida continua e nós tempo que aproveitar. Vamos a uma festa?
-Eu nunca fui uma festa.
-Ah é, seu pai é um ditador.
-Mas...
-Mas o que ? Me diz que você achou a luz?
-Você pode ir lá pra casa amanhã e você pede pra ele.
-Será que ele deixa?
-Tá, vamos as regras, você não pode falar palavrão.
-Por que não?
-, coopera.
-Calei-me.
-Você tem que aprender a lidar com ele, você tem que ser um anjo na frente dele, e o diabo por trás. - falei sorrindo.
- , meu amor, você só está a dois minutos comigo e já pensa como eu. Que orgulho. - ela falou me h abraçando.
-Que isso, você foi legal comigo, me ajudou e ainda conversou comigo.
-Meu Deus vou transformar uma santa, em perva.
-Não, pra sua informação eu não sou mais virgem.
-O que? Mas você com essa cara de santa.
-Olha ,eu não sou nenhuma vadia, mas também não sou nenhuma freira.
-Bate amiga, somos duas - ela levantou a mão e eu bati. Nos dirigimos até a sala e sentamos nas carteiras, e eu em menos de duas horas já tínhamos nos tornado grandes amigas, como melhores amigas
-Que horas você vai lá em casa? - eu perguntei enquanto íamos até a porta da saída.
-Depois do almoço.
-Não se esquece, seja um anjo.
-Sim senhorita. - ela juntou as mãos e fez uma referência.
-Olha meu pai chegou,to indo. - eu a abracei e corri para o carro.
-Como foi filha? - ele me perguntou logo que entrei no carro.
-Foi ótimo, eu fiz uma amiga.
-Serio? Aquela?- ele apontou para que andava em direção ao seu carro.
-É, ela sim, é a .
-Nome bonito o dela.
-É mesmo e ela também, o que você acha de namorar com ela pai? - ele me olhou incrédulo.
-Vitória o que é isso minha filha? Eu nunca namoraria uma amiga sua, é antiético.
-Pai, aposto que se você namorasse ela, vocês fariam um ótimo casal.
-, essa menina está poluindo sua mente?
-Não pai, eu só to querendo de zoar. - eu falei descendo do carro.
-, quase me mata de um susto garota. - ele falou me abraçando e lado.
-Mas pai, você nunca pensou assim em se casar de novo.
-, eu já não tenho idade pra isso.
-Pai você tem 28 anos, você é novo tem mais é que namorar, aposto que se você namorasse a , você ficaria menos careta.
-!
-Desculpa, to indo, vou tomar banho. - eu o abradei e segui para o banho.

narrando desligado:

Capitulo O2 - Mr.Jonas!


Desci do carro apreensiva, havia me falado que seu pai era um homem rígido, aposto que é um daqueles homem ranzinzas e rabugento. Ajeitei minha roupa, esperando não estar muito curta. Apertei a campainha e a porta se abriu, as palavras me faltaram ao ver imagem de um homem praticamente pelado na minha frente,apenas de calças de dormir. Seus cabelos molhados e seu peitoral mostrando que acabara de sair do banho, o olhei de cima a baixo, seus braços era forte, seu abdômen definido e um sorriso de matar qualquer uma. Um desejo enorme de agarrá-lo me surgiu na hora, uma vontade doida de ter aqueles braços em volta da minha cintura e ter aquela boca em meu pescoço.
-Quem é você? - ele me perguntou e eu acordei do transe.
-Eu sou , a não me disse que ela tinha um irmão.
-E ela não tem, eu sou o pai dela.
-Como?
-O pai dela,prazer . - ele sorriu e me estendeu a mão.
-Prazer, Sr.Jonas. - eu apertei sua mão e ele me puxou para um abraço. É meu filho, faça isso, me mate. Passei as mãos por sua cintura e ele me abraçou pelo pescoço. A única coisa que eu pensava agora era como eu iria sair dali, minhas foram subitamente por suas costas largas e descendo até perto de sua bunda, passei as unhas de leve, o arranhando gentilmente, ele se afastou de mim e me olhou nos olhos. Meu Deus, o que diabos eu estou fazendo? Ele é o pai da minha melhor amiga.
-, você veio! - apareceu descendo as escadas me fazendo soltar dos braços do seu pai e indo abraçá-la.
-É claro que eu vim, você é minha melhor amiga certo?!
-Certo - ela olhou para a direção do pai que ainda estava parado na porta. - Pai perdeu algo ai fora? - ela falou e ele se virou para nós.
-Não, eu vou subir e seja bem-vinda . - ele passou por nós que nem uma bala e subiu as escadas.
-Seu pai é estranho. - eu falei num impulso.
-Eu sei, ela é meio careta, mas eu amo aquele homem. - ela falou me arrastando para o sofá.
-Você acha que ele vai deixar você ir pra festa amanhã?
-Eu já andei preparando o terreno, mas eu acho que ele deixa.
-Olha Vivi, você sabe que eu vou ficar responsável por você, então não quero que você faça nenhuma merda.
-Ai , foi só conhecer meu pai que ficou careta que nem ele.
-Não cabeçuda, é só que se você quiser sair de novo, você tem que voltar meio sóbria e depois pode fazer uma putaria. - falei jogando as mãos para o alto.
- não grita capeta! - ela falou abaixando minhas mãos.
-Sabe, seu pai é muito bonito.
-Eu sei, acredita que todas as minhas amigas já deram em cima dele.
-Serio? Eu nunca faria isso.
-Mas eu queria que você fizesse.
- você é doida de pedra? Seu pai nunca iria ficar comigo.
-Na verdade, as outras ficaram amigas de mim só por causa dele.
- na sociedade em que vivemos seu pai seria um criminoso.
-Talvez, mas como minha mãe sempre dizia.
-Idade é apenas um estado de espírito, o que importa eu que há dentro.
-Pera, deixa eu entender. Você ta me empurrando pra cima do seu pai?
-Eu quero que ele mude, eu quero que ele seja um homem alegre de novo e eu senti isso quando você se aproximou de mim.
- tu viaja legal menina- falei pulando em cima dela e fazendo cosquinhas.
-Para, , Para sua doida, cabeção para. - ela continuava se contorcendo e rindo. Sr.Jonas apareceu na sala e olhou para nós, sai de cima da ainda rindo.
-Agora eu entendi porque a gosta de você, você é a irmão que ela nunca teve. - sorri tímida.
-Pois é, a gente podia adotar a .
-, eu tenho mãe e casa.
- sempre quis ter uma irmã, mas eu acho que eu não agüentaria mais uma adolescente.
-Seriam duas crianças pra você se preocupar - ela falou e o sorriso desapareceu de seu rosto - vou buscar os biquínis pra gente tomar banho de piscina. - ela saiu das sala como uma bala e subiu a escadas.
-Ela sente muita falta da mãe né?
-Sim, - ela falou se sentando ao meu lado - ela não conheceu a mãe e acho que ela viu isso em você.
-Como assim?
-Ela viu em você a imagem de uma mãe. - ele pegou uma foto que estava em cima de uma mesinha ao lado do sofá e me mostrou. Arregalei os olhos quando vi a imagem daquela mulher que realmente lembrava,exceto os olhos que eram de um verde chamativo.
-Ela parece comigo, mas eu não sou ela. - falei lhe entregando a foto. - Eu não posso ser mãe de ela é da minha idade.
-Você lembra muito ela, o sorriso, o jeito, tudo . - ele falou com os olhos brilhando.
-Vamos ? - ela falou me entregando um biquíni
-Vamos. - saímos pela porta de vidro e nos deparamos com um jardim lindo, e uma piscina enorme, entrei dentro do banheiro do deck e troquei de roupa.
-O seu pai é legal. - eu falei me apoiando na borda ao seu lado.
-É, ele é melhor quando você o conhece.
-Ele me disse que você tava falando sobre eu namorar com ele, ...
-Olha , você lembra muito minha mãe, e eu me senti protegida como eu nunca me senti com ela, com você.
-Mas eu posso ser sua mãe sem namorar seu pai. -falei piscando pra ela.
-Eu sei, e já te considero uma, você cuidou e mim sem nem me conhecer.
-Own meu bebê - falei a abraçando - mamãe vai cuidar de você.
-Que horror, não faz mais isso.
-Por que não?
-Porque é estranho, você da minha idade me chamando de bebê.
-Own bebê - falei nadando até ela que se afastava.
-Sai daqui.
-Vem cá meu bebezinho, quer leitinho?
-Vai te fuder.
-Olha o respeito com a tua mãe.
-Idiota - ela falou jogando água em mim, a olhei incrédula e revidei.Começando uma guerra.
-Ok - falei respirando fundo. - O que aconteceu com sua mãe?
-Ela morreu logo que eu nasci, um pai não fala muito nela.
-Mas ele disse que eu lembrava ela.
-Ele era louco por ela no colegial, ele não fala muito disso. Ele quase não fala dela.
-Estranho pra quem era louco por ela,não falar dela.
-Quem era louco? - uma voz rouca apareceu ao nosso lado usando apenas um short. Esse homem não sabe colocar uma roupa não?
-Ninguém da sua conta. - falou e ele entrou na piscina.
-Cadê a educação Jonas?
-Não sei pai, ta longe. - ela falou saindo da piscina e se enrolando na toalha. - vou fazer sanduíches pra gente ok?
-Tudo bem - falamos os dois juntos, nos olhamos e rimos.
-Sabe - ele falou vindo em minha direção, preciso confessar, quase não respirei vendo aquele monumento grego vir em direção - A te respeita muito.
-Eu a conheço a apenas alguns dias, somos melhores amigas, praticamente irmãs.
-Eu vi - ele sorriu de leve e jogou água em mim. - aposto que não ganha de mim na corrida.
-Vamos lá, Sr.Jonas. - falei mergulhando junto com ele. Nadei o mais rápido possível e perdi o fôlego antes de chegar a outra borda. estava de costa pra nadei devagar até ele.
-Bu! - falei tocando em sua cintura. ele deu um pulo e me olhou com os olhos arregalados.
-Eu vou te pegar. - ele falou e eu nadei na direção contraria. Ele me puxou pela cintura me fazendo bater contra seu peito,gargalhei alto e olhei aqueles dois globos esverdeados encarando minha boca.
-O Sr. pode me soltar, eu tenho que ... - seus lábios carnudo se chocaram contra os meus, arregalei os olhos e o senti abraçar forte minha cintura. Sua língua passou em meus lábios os abrindo e dando passagem para sua língua, levei minhas mãos aos seus cabelos os puxando e passando as unhas de leve em seu peito. Nunca senti algo assim, nunca ninguém tinha me pegado daquele jeito. Levei minhas mãos para suas costas arranhando forte.Separamos nossos lábios ofegantes, abri meus olhos e encarei aqueles dois globos esverdeados, o empurrei para longe.
-Você está louco? - perguntei me afastando dele.
-Me desculpe, eu... - não esperei a resposta enchi a mão e lhe dei um tapa na cara.
-Isso nunca vai acontecer de novo. -falei saindo da piscina e vestindo meu short.
- ,espera! - ele falou e eu corri em direção a sala, esbarrando em .
-Onde você vai?
-Minha mãe ta me chamando em casa agora. - falei dando um beijo em sua bochecha indo até o carro. Não, isso não pode acontecer de novo, pensei comigo mesma.

Capitulo O3 - Friday Night


Desliguei o carro e desci dele com as pernas bambas, não, isso não podia estar acontecendo de novo, aquela mesma estupidez. Apertei a campainha daquela casa branca, vendo a imagem do meu melhor amigo aparecer minha frente, me joguei em cima dele deixando as lágrimas rolarem por todo o meu rosto. Ele me levou para dentro da sua casa fechando a porta fazendo um barulho estrondo.
-O que aconteceu? - Ele se ajoelhou em minha frente e passou a mão de leve por meu rosto.
-Esta acontecendo, ta acontecendo de novo.
-Own pequena, não fica assim.
-Como não ficar? Ele é o pai da minha melhor amiga, como você quer que eu fique?
-Cara, você tem tara pro caras mais velhos? - sorri ao escutar a piada
-Me poupe, eu não tenho culpa de porra nenhuma nisso.
-Da ultima vez?
-Eu simplesmente apaixonei.

Todos os dias era a mesma rotina, escola, casa, escola e finalmente. ele. Ele era a melhor parte do meu dia, ele me trazia alegria, ele me trazia um bem inexplicável.
-Quando você vai se separar da sua mulher? - eu falei o abraçando mais forte pela cintura.
-Quem lhe disse que eu vou me separar dela? - o olhei confusa.
-Nós estamos nisso a meses, temos que parar de esconder.
-Mais isso não é nada, é apenas um caso.
- E isso que eu sou pra você? Um caso?
-E não é ? Você me provocou e eu só estou aproveitando.
-Então tudo que você me disse era mentira? - as lagrimas teimavam em cair do meu rosto.
-Menos que você é boa de cama, você da de dez a zero na minha mulher.
-Seu canalha, você me enganou todo esse tempo.- ele falei dando pequenos murros em seu peito, ele me segurou pelos pulsos e disse:
-Você me provocou bonitinha, você transou com o pai da sua melhor amiga meses e agora se faz de santa, você é uma vadia.- Juntei a forca que eu não tinha e dei um tapa em sua cara correndo logo em seguida. Corri praticamente sem rumo ate chegar a casa da única pessoa que iria me ajudar naquela hora. Toquei a campainha daquela enorme casa branca dando de cara com um melhor amigo praticamente nu , pulei em seu braço e o abracei forte deixando as lagrimas rolarem por meu rosto.


-Você tem medo que se repita?
- Eu não quero quebrar meu coração outra vez, eu não preciso disso de novo já aprendi a lição de não se meter com cara mais velhos que eu.
-Você tem que parar com isso, ele pode ser diferente, nem todos os homens são igual aquele canalha.
-Eu não posso fazer isso com a , ela é a minha melhor amiga .
-Você gosta dele?
- Por Deus Nicholas, eu o conheci em menos de 24 horas, não posso cair de amores por ele, eu não o conheço.
- Não mandamos no coração pequena.
- Esqueceu que eu não tenho um?
- Por favor, você é uma das pessoas que eu vejo que tem mais coração em todo o universo.-Sorri e o abracei.
- Eu agradeço todos os dias por você ter sido meu psicólogo.
- Eu que o diga, você foi a minha melhor paciente.
- A única que não transou com você.
- Detalhes, apenas detalhes, coisas da vida. - rimos juntos. era um cara não tão velho, tinha apenas 24 anos, e quando ele me ajudou na época mais difícil da minha vida, se tornou o meu melhor amigo.
- Eu não quero que aconteça de novo.
- Então você tem que evitar ele , é o único jeito.
- Mas a filha dele é minha melhor amiga, não posso simplesmente parar de falar com ela.
- Assim fica difícil.
- Vou fazer o possível para não encontrar ele.
- E como você vai fazer isso?
- Sei lá, vou evitar ir na casa dela.
- Nunca pensou na possibilidade dele sentir mais do que uma atracão?
- Me poupe , o que homem daqueles vai querer comigo? Apenas uma transa fixa.
- Você é tão descrente do amor.
- A vida me ensinou a ser assim, me ensinou a não querer sentir amor outra vez.
- Você é dura que nem rocha, parece que nem se quebra.
- Posso até parecer forte, mas meu coração é mole e as vezes estúpido.
- Não, ele é sincero.
- Obrigada por existir - o abracei sincera.- o que seria de mim sem você?
- Você teria entrado em depressão de novo.
- Não quero falar disso.- me levantei - vou pra casa minha mãe deve tá preocupada.- falei andando até á porta.
- Se cuida.- ele me abraçou forte .
- Você também seu safado.

Ajeitei meu Vestido. e toquei a campainha daquela casa enorme. Um calafrio percorreu toda a minha espinha quando a imagem daquele homem apareceu na porta praticamente pelado, vidrei meus olhos naquele abdômen definido.
-Eu vim buscar a .- falei seca e direta.
-Ela ainda está se arrumando, não quer entrar?
-Não, estou bem aqui fora.
-, sobre o dia na piscina...
-Não quero falar sobre isso.
-Mas eu sim.
-Mas eu não.
-Ora menina, deixe de ser birrenta.
-Esqueceu que eu sou uma adolescente? Sou uma adolescente que um de seus erros foi beijar você.
-Um erro?
-Sim, um erro.
-Vamos!- se pronunciou atrás de seu querido pai.
-Nossa, assim não vai ter pra ninguém naquela festa.- eu a abracei sincera.
-Cuidado vocês duas, juízo!- falou olhando para mim.
-Não se preocupe Sr.Jonas!- falei a abraçando de lado e a levando até o carro.
-Uhuuuuuul! Festa, gatinhos, álcool e liberdade. - ela falou enquanto andávamos pelas ruas até a festa.
-Aqueta o facho mocinha.
-Aqueta você gatinha, você que tá dirigindo.
-Errado! O Erick vai voltar dirigindo pra mim.
-Quem é Erick?
-O meu vizinho, ele passa pegando os bêbados nas festas e os leva pra casa .
-Ah bom , e sua mãe não se incomoda?
-Eu não tenho mãe , meus pais morreram.
-Desculpa eu não sabia.- ela falou abaixando a cabeça e eu parei em frente a festa.
-Não foi nada, já passou.- desci do carro e abri a porta pra ela. Entramos na festa e cumprimentamos todos que vimos e fomos ao bar, começamos com garrafinhas de smirnoff e depois estávamos chupando o limão depois de tomar aquela tequila.
-Isso é muito bom!- eu falei chupando o limão.
-, você já bebeu muito.- ela falou tirando o copinho da minha mão.
-Deixa de ser chata.- começou a tocar David Guetta – Sexy Bitch. .
-Vamos dançar no balcão?- uma garota falou me puxando.
-Vamos!
- você não vai.
-Você vai fazer o que? Vai chamar seu pai! - falei indo com ela pra cima do balcão e começando a me mexer.

narrando ligado:

Passava os canais freneticamente na TV, nada estaca interessante o bastante, nada era o suficiente pra acalmar minha agonia. A mais ou menos uma semana eu tinha beijado a melhor amiga da minha filha, parece estúpido, mas simplesmente meu corpo reagiu daquele jeito com aquela menina. Menina era isso que ela é. Culpei-me varias vezes por estar sentindo algo - mesmo que seja só desejo - muito forte com ela. Me levantei e comecei a andar de um lado pro outro impaciente, o som da música do meu celular soou pela sala.
-Alô?
-Pai! Pai o senhor tem que me ajudar.
-O que aconteceu ?- perguntei aflito.
-A pai, ela tá bêbada.
-O QUE?
-Pai eu não sei o que fazer, vem pra cá.
-Eu já saiu indo.- falei desligando o celular e correndo para o meu carro. Uma luta foi para achar o buraco das chaves, dirigi que nem o louco para a casa do menino. Desliguei o carro e desci do mesmo correndo para a casa, tropecei em algumas garotinhas oferecidas até ver minha pequena dançando de uma forma sexy sendo cortejada por vários rapazes.
-, encontra o carro dela e o leva pra nossa casa- falei e ela assentiu. Empurrei os vários rapazes e cheguei mais perto do balcão e disse:
-, desce daí!
-Oi tiozinho!- ela falou levantando um pouco o vestido.
- desce agora!
-Aham Claudia, senta lá!
-Garota, desce!
-Você não é meu pai.
-É a ultima vez que eu falo- ela não me deu ouvidos e continuou dançando. A peguei pelo braço e a coloquei em meu ombro, fazendo com que ela batesse a cara em minha costas.

narrando desligado:
-Me larga!- eu falei batendo em suas costas cobertas pela jaqueta preta.
-Não.
-Você não manda em mim. Me solta!- ele finalmente parou e me colocou no chão se pondo em minha frente. Senti dois braços me puxarem mais pra perto pela cintura e seus lábios serem pressionado com força contra os meus, minhas mãos foram ao seu cabelo. Sua língua invadiu minha boca fazendo um calafrio percorrer toda a minha espinha.
-Não podemos.-falei me separando dele.
-Por que?
-Não podemos- me separei dele- vamos logo, eu ainda estou tonta e a deve estar preocupada.- ele nada falou apenas seguiu até o carro e entrando no mesmo, o segui ainda cambaleando e entrei no mesmo olhando para as casas que passavam rapidamente por minha vista. Descemos do carro ainda em silêncio, subi a escada de cabeça baixa vendo apenas seu tênis, ele abriu a porta de um quarto e entrou no mesmo e eu fiz o mesmo.
-Tem uma roupas minhas velhas ali no armário, o banheiro que você vai precisar. Boa noite- ele passou por mim e o cheiro do seu perfume invadiu minhas narinas me fazendo ir ao paraíso. Andei até o armário e peguei uma blusa velha e um short e fui até o banheiro e entrei dentro do chuveiro deixando a água escorrer por todo o meu corpo. Vesti a roupa e já sentia as dores de uma futura ressaca e me deitei na cama. Revirei, revirei na cama e o sono não me vinha, me levantei da cama e comecei andar pelos corredores abrindo todas as portas. A primeira era o quarto de , a segunda um escritório e a ultima deduzi ser o quarto do Sr.Jonas, abri a porta do quarto e o vi deitando, dormindo com uma cara de anjinho, sorri e andei até ele. Passei a mão por seu rosto, sua pele era macia.
-, o que você faz aqui?


Capitulo O4 - Dream



# narrando ligado:

-Não fala nada! - ela disse colocando seus lábios sobre os meus. Segurei os cabelos da sua nuca fazendo com que ela abrisse passagem para eu explorar sua boca. Nossas línguas estavam perfeitamente sincronizadas, a coloquei deitada na cama e me deitei por cima dela. Aquela garota me deixava louco, fazia com que todos os meus sentidos perdessem só funcionassem em função dela, mas aquilo era errado, ela era a melhor amiga da minha e simplesmente uma garota de 16 anos. Parei de beijá-la e me sentei na cama passando a mão por meu rosto.
-O que foi ? - ela perguntou se sentado em minha frente.
-Eu não posso.
-Não pode o que?
-Ficar com você.
-Por que não? Você não quer?
-Não é isso, é que você é a melhor amiga da minha filha. Eu não posso fazer isso com ela.
-Claro que pode. - ela se aproximou e colocou as mãos em meu rosto beijando meus lábios de leve. - Somos apenas eu e você, esquece o resto.
-Não dá! Eu não
-Não fala nada! - ela disse colocando seus lábios sobre os meus. Segurei os cabelos da sua consigo.
-Quer saber? Que se dane você e essa porra de sentimento de arrependimento. Sabe o que você faz? Me esquece, fingi que eu não existo, porque é isso que eu vou fazer com você.-ela se levantou da cama e um vazio me invadiu. Minhas mãos começaram a soar absurdamente, só de imaginar em não tê-la em minha vida, o medo me consumia. Levantei-me da cama e a encontrei de costas indo em direção a escada.
-Espera! - falei segurando seu braço.

# narrando desligado:

-Espera! - escutei sua voz e sua mão tocar meu braço me fazendo virar para ele. Ele me puxou-me fazendo colidir com seu peito, uma de suas mãos abraçou minha cintura e a outra segurou meu rosto, seus lábios capturaram os meus. Meus braços abraçaram seu pescoço o trazendo mais pra perto, o beijo parecia de desespero. Comecei a andar para frente o levando para a porta de seu quarto, mas antes que eu pudesse encostá-lo nela, ele me prendeu contra a mesma. Sorri entre os beijos, minha mão escorregou pela maçaneta abrindo a porta atras de mim, me separei dele e andei de costa para cama, sorri maliciosamente e o chamei com o dedo indicador. Ele sorriu e me agarrou pela cintura e caímos na cama e eu fiquei por cima beijando toda a extensão do seu pescoço e mordendo seu peitoral, barriga, fazendo esse caminho repetidas vezes.
-Você me deixa louco. - ele disse me virando na cama e me beijando. Cruzei minhas pernas na sua cintura e cravei minhas unhas e suas cortas o fazendo gemer baixinho, ele apertou minha cintura de leve e depositou chupões por todo o meu pescoço. Suas mãos levantaram minha blusa de leve e a jogaram em algum lugar no quarto, suas mãos passearam por todo o meu corpo e pararam em meus seus os apertando com força, gemi mordendo os lábios. Suas mãos ágeis tiraram meu sutiã com rapidez e sua boca abocanhou meu seio chupando e mordiscando todo o bico, arranhei toda a região de suas costas. Suas mãos desceram até a barra do meu short abrindo o botão e descendo o zíper tirando-o rápido. Minhas mãos desceram até a barra de suas calças largas abaixando-a e podendo sentir seu membro pulsando sobre a minha calcinha, seus beijos desceram por toda a minha barriga mordiscando minha coxa por dentro e tirando minha calcinha. Ele se posicionou entre minhas pernas e me penetrou de uma só vez, agarrei os lençóis da cama mordendo meus lábios com força, era uma sensação nova, um formigamento debaixo dos dedos, um prazer a cada vez que ele me penetrava. Ele suspendeu-se por cima de mim, mordiscando meu pescoço de acordo com cada uma de suas estocadas.
Cravei minhas umas em seus ombros, e comecei a gemer em seu ouvido. Nada importava nada invadia meus pensamentos, além de . era a única coisa que eu pensava era ele, só ele, nada mais além dele. Comecei a ficar mais ofegante, a gemer mais alto quando senti meus dedos formigarem de uma forma estupenda e diferente dessa vez, suas estocadas aumentava e meus gemidos se transformavam em gritos, sentir meu gozo chegar seguido do dele e uma sensação de alivio, de desejo saciado e mais outra coisa invadir meu ser. Ele se deitou ao meu lado e beijou o topo da minha cabeça.
-Minha menina! - ele falou antes de eu adormecer.

-Bom dia! - uma voz falou em meu ouvido. Sorri antes de abrir os olhos.
-AHHH! - dei um pulo da cama me enrolando no lençol. - Meu Deus o que eu tô fazendo aqui? O que você tá fazendo aqui? O que a gente fez? Aí Meu Deus minha cabeça. - um flashback veio em minha cabeça, mas preferi pensar que foi apenas um sonho, um sonho lindo e bom.
-Você não lembra? - seus olhos era vagos, eu não conseguiria mentir.
-Lembro,quer dizer não lembro. Não foi um sonho?
-Eu pareço um sonho?
-Sim! Um sonho de consumo de todas as colegas da Vitoria.
-E o seu também? - ele se aproximou de mim.
-Depende. Você quer ser meu sonho de consumo?
-Não, eu não quero. - ele falou me abraçando e puxando pra perto. - Eu não quero ser só apenas um sonho de consumo, quero ser sua realidade.
-O que você quer dizer com isso?
-Que eu quero ficar com você.
-Mas e a Vitoria? Eu sou melhor amiga dela.
-Eu sei, e você acha como eu tô me sentindo? Eu não queria fazer isso, mas fazer o que se eu me apaixonei pela melhor amiga da minha filha pela primeira vista.
-Serio?
-Seriíssimo. - ele encostou seus lábios nos meus e iniciou um beijo. Eu não podia acreditar, parecia tudo um sonho bom e se fosse realmente um sonho eu não quero nunca acordar ou que esse sonho se torne um pesadelo.
-E o que a gente faz agora Sr. Jonas?
-Ah a gente fica junto. - ele me derrubou na cama ficando por cima. - Você é tão linda. - sorri com palavras tão lindas. Lembrei da ultima vez que eu me meti com um pai de uma amiga minha.
-Promete?
-O que?
-Que vai me fazer feliz o tanto que eu quero te fazer feliz.
-Prometo pequena, eu prometo. - ele respondeu me beijando outra vez.
-Pai? - a voz de Vitoria ecoou pelo corredor. - Pai onde o senhor esta? - nos olhamos apavorados quando vimos o trinco da maçaneta rodar. Fechei os olhos vendo o estrago que estava preste a ser feito. - Pai por que a porta esta fechada?
-Vitoria?
-É pai,por acaso o senhor tem outra filha que eu não saiba? - soltei uma risadinha e senti o olhar reprovador de .
-Não, não que eu saiba. - dei uma tapa em seu ombro. - Aii!
-Ta tudo bem pai? O que aconteceu?
-Ta sim, eu só taquei meu dedo na cama.
-Ah! Por que a porta ta fechada? Você nunca deixa a porta fechada.
-Pra que tantas perguntas menina?Eu só queria tomar um banho sem ser interrompido.
-Tudo bem, eu só vim avisar que eu já tô saindo pra ir pro colégio, vou ver se a aparece.
-Tudo bem filha. Boa escola. - ouvimos os passos dela se afastarem e escutamos a porta da frente ser fechada. Caí na gargalhada. - por que você ta rindo?
-Você deveria ter visto sua cara, tava hilária.
-É mesmo? Vamos ver agora. – ele começou a fazer cócegas em mim e eu a rir incontrolavelmente. Eu estava realmente feliz, não como da ultima vez. Eu estava me sentindo segura com ele, eu sei que parece ser errado, parece ser apenas atração, mas não, eu gosto dele, gosto do sorriso dele, gosto do corpo dele e gosto do jeito que ele me trata. Mas será que dessa eu vou realmente ser feliz?

Capitulo O5 -Together.



- Ta tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas eu preciso ir pra casa. – falei me levantando.
- Não, fica aqui mais um pouquinho. – ele respondeu me puxando pelo braço fazendo-me cair em seu colo.
- , eu passei a manhã toda aqui e não fui pra escola.
- É mesmo, sua mãe deve tá preocupada.
- , eu não tenho mãe.
- Como assim não tem mãe?
- Minha mãe morreu .
- Ah, desculpe, eu não sabia.
- Tudo bem, ninguém sabe mesmo, só a e o Pierre.
- Quem é Pierre? Algum namoradinho seu?
- E se for? Qual é o problema?
- Eu não vou ficar com você se você tiver um namorado, você tem que escolher entre ele ou eu. – ele falou serio e eu gargalhei alto. – Por que você esta rindo? Acho isso engraçado?
- Muito!
- Não vejo graça nisso dona .
- Own meu Deus coisa mais linda com ciúmes. – falei dando uma fungada em seu pescoço.
- Eu não tô com ciúmes.
- Não tá com pouco ciúmes né. – ele deu de ombros. – Ele não é meu namorado, ele é como meu pai-mãe.
- Você foi criada por ele então?
- Sim, nó acabamos de nos mudar pra cá, acho que tem um ano mais ou menos, desde que meu pai morreu a gente se muda bastante.
- Ah... E sua mãe né?
- O que tem ela?
- Desde que sua mãe morreu também.
- Erm... Sim claro. – o olhei pela ultima vez e vi que se eu encarasse aqueles olhos mais uma vez, nada me faria levantar daquele sofá. – Eu acho melhor eu ir.
- Eu te levo.
- Não precisa, - falei me levantando e seguindo até á porta. – vou passar no colégio antes pra ver a r e agradecer pelo pai dela ter me salvado.
- Por que não agradece ao pai dela pessoalmente, jantando com ele esta noite. – ele falou me abraçando pela cintura.
- Serio? – falei olhando-o com um sorriso bobo em meus lábios.
- Sim, nunca falei tão serio na minha vida.
- Não sei .
- Ah vamos, pelo menos saí comigo hoje a tarde já que a não vai tá me casa, ela vai ter que ir pra aula de piano.
- Não sei , você não acha que as pessoas vão falar?
- Deixem que falem, eu não me importo.
- , eu não quero que a descubra pela boca dos outros, eu quero falar pra ela, não agora, mas eu quero falar pra ela.
- Tudo bem, eu te apoio, ma eu não sei quanto tempo vou conseguir ficar longe de você. – ele me puxou mais pra perto e me beijou os lábios docemente. – você é o meu maior e pior vicio menina.
- Deixa eu ir, já tana hora da sair. – falei colocando minhas mãos em seu peito ainda descoberto.
- Quer que eu te leve?
- Não, eu vou sozinha. Seria estranho eu chegar no carro do pai da minha melhor amiga sendo que eu dormi em casa.
- Eu te dei carona?
- ...
- Tudo bem, você vai agora e eu vou depois. – ele falou me dando um ultimo abraço. Senti-me segura pela primeira vez em minha vida, eu sabia que aquilo era proibido, contra tudo, mas com ele era tudo diferente, parecia que todo o meu passado, tudo que eu havia sofrido com a perda do meu pai e com relacionamentos com pais de amigas minhas – o que ocorreu só uma vez – havia ficado para trás, havia ficado no meu passado.
- Promete. – falei afrouxando o abraço.
- O que?
- Que não vai ser um canalha se um ia viermos a terminar?
- Por que diz isso? – ele falou me encarnado com aqueles olhos extremamente esverdeados.
- Apenas... Prometa.
- Eu prometo.
- Obrigada, até mais. – dei-lhe um ultimo selinho e saí porta fora.
- ! – vir-me-ei para ele novamente.
- Me encontre no parque hoje ás quatro da tarde. – sorri e assenti com a cabeça. Segui meu caminho para o colégio com um sorriso bobo em meus lábios, era engraçado como as coisas aconteceram tão rápido, em um dia eu estava fugindo dele e no outro entregue em seus braços. Escutei o sino da saída ecoar pela rua e comecei a andar me passos largos para a saída da escola, a vi vindo com uma cara não muito boa, andei em sua direção e percebi uma vermelhidão em seu rosto.
- O que aconteceu? – perguntei logo que cheguei perto. Seus olhos estavam cheios d’água.
- A chefe de lideres de torcida me bateu.
- Por que?
- O namorado dela veio conversar comigo e ela ficou com ciúmes e aí partiu com tudo na minha cara.
- Garota retardada. – olhei em minha frente e vi Chelsea vindo em nossa direção rindo, meu sangue fervilhou em minhas veias e o ódio habitou o meu ser. – Hey! – falei e Chelsea voltou-se para mim. Sem nem ao menos pensar levei o punho fechando em sua cara fazendo com que ela caísse ao chão. – Isso é pra você aprender a não se meter com minha melhor amig, de onde esse veio tem mais outros.
- Sua... – seu nariz sangrava e seu lábio estava machucado.
- Continua e eu quebro esse seu nariz empinado.
- Srta.Araujo. – Fudeu! Olhei para o lado e vi a diretora Mickanzie me olhando com o olhar de reprovação, eu definitivamente estava encrencada, muito encrencada. – NA minha sala agora!E você também Srta.Jonas, - ela virou-se para sua assistente e disse: - Leve Chelsea para a enfermaria, e vocês duas venham. – andamos as duas lado a lado para a diretoria.

- O que aconteceu? – desesperado apareceu na porta da diretora. –? ? E quem é esse?
- Sente-se Sr.Jonas, temos muito que conversar. – ele assim o fez.
- Eu discordo – me levantei – acho que é desnecessário todos nessa porcaria de colégio sabe o que ela faz e ninguém faz nada?
- E voce tinha que revolver dessa maneira?
- De que outra maneira poderia resolver?
- , se acalme! – Pierre falou segurando meus ombros.
- Calma nada Pierre, essa patricinha de cérebro atrofiado pode fazer tudo o que quiser e eu não posso dar um soquinho de leve nela?Injusto!
- Você bateu nela? – e Pierre gritaram ao mesmo tempo.
- Nada, só um tapinha de leve.
- Ela ta na enfermaria com o nariz sagrando e o lábio machucado. Foi um baita soco.
- E o quê que em? Quando casar sara.
- Quanto tempo você quer a suspensão? – a diretora perguntou
- Uma semana. O caso vai ser esquecido e também tem o jogo do time de futebol na sexta, caso nos percamos ou ganharmos deixarei de ser o assunto do colégio em menos de dois dias.
- Tudo bem, você e a Srta.Jonas se afastaram por uma semana.
- Ela não teve nada haver com isso, eu que bati na Chlesea, e não, eu não me arrependo, e não,eu não sou louca.
- Ainda não sei como Pierre agüenta.
- Estou acostumado, isso se mete em encrenca todo o tempo. Trouble era com o pai dela a chamava.
- Sei bem como meu irmão a chamava – ela se levantou e eu sorri – Agora se me dão licença tenho que enrolar oura mãe. O que eu não faço por você minha sobrinha. Com licença.
- Ta vendo o que você faz com a sua tia? Você a coloca em cada situação.
- Ela é sua tia? – perguntou curiosa.
- É sim, ela é irmã do meu pai. – vir-me-ei para Pierre. – Vamos para casa, eu to cansada.
- Eu te disse pra não beber tanto – ela falou se levantando. – Vamos pai, quero ir pra casa e dormir um pouco antes da aula de piano. – ela falou puxado para fora da sala.
- Tchau pra vocês. – falou com um sorriso encantador no rosto.
- Vamos Pierre?
- Vamos minha barraqueira. – ele falou me puxando para fora da sala.

- Tchau Pierre! – falei logo que passei pelo corredor.
- Tenha um ótimo encontro. – ele falou aparecendo no corredor, parei e me virei para ele.
- Quem lhe disse que eu vou a um encontro?
- Posso ver em seus olhos.
- Como...
- Nunca vi em todos esses anos cuidando de você um brilho tão intenso quando o vê.
- Eu não...
- É o pai de acertei?
- Quem lhe disse isso?
- Primeiro, ela ligou pra cá perguntando se você estava aqui, estranhei,mas disse que você ainda estava dormindo e provavelmente não iria ao colégio hoje. Liguei para Erick e você não estava lá, só havia uma solução ou estava em um motel ou na casa da sua melhor amiga ainda.
- Você é impossível.
- Não, você é impossível, você sabe que o melhor não é se meter com pais de amigas suas. , meu amor, você sabe que isso pode levar, ele pode te machucar.
- Ele é diferente Pierre, eu sinto isso.
- Passou a noite com ele?
- Sim, e não me arrependo. – andei em sua direção – Ele é diferente, eu sei disso, ele não é casado só o pai da minha melhor amiga.
- sabe disso?
- Não e espero que você não diga, quero contar pra ela.
- Só peço que, por favor, tome cuidado.
- Tomarei Pierre.- falei lhe dando um ultimo abraço.


Capitulo O6 -True




Olhei em volta e depois para o meu relógio, onde ele esta? me perguntei mentalmente pensando que ele não viria, que tudo aquilo havia sido apenas um sonho, um sonho bom que havia acabado.
- Procurando por mim? – alguém sussurrou em meu ouvido e dois braços rodearam minha cintura, me abraçando por trás.
- Ai que susto! – falei colocando a mão no coração.
- Sou tão feio assim? – ele me virou para ele e me beijou os lábios de leve.
- Só um pouquinho. – fiz um pouquinho com os dedos.
- Retira!
- Não!
- Retira se não você vai ver.
- Então, eu quero ver. – o empurrei e corri em direção ao parque onde havia um grande gramado cheio de pequenas montanhas, senti dois braços me abraçarem forte pela cintura e ser jogada ao chão rolando montanha abaixo, sorri ao ver aqueles globos de um verde tão intenso e viciante me encarando.
- Te peguei! – ele falou sorrindo e tirando grama do meu cabelo.
- Não valeu, você é maior que eu, mais alto, mais forte, mais gostoso. – senti seus lábios tocarem os meus iniciando um beijo. Ainda sinto aquelas estúpidas borboletas, aquelas manadas de elefantes e aquelas pequenas formigas cada vez que sua língua adentrava minha boca. Rolei ficado por cima dele, separei-me dele e olhei pela ultima vez aqueles olhos.
- Vem pegar! – falei me levantando e correndo outra vez olhei para trás vendo-o chegar mais perto e logo me abraçar fazendo que com que nós caíssemos na grama que nem adolescentes apaixonados, apenas curtindo seu amor proibido, não tardou muito para que a tarde passasse com as mesma brincadeiras. parecia um crianção ao meu lado, o meu crianção, me arrependi de não falar pra de ter que mentir para única melhor amiga que não me decepcionou, mas era preciso eu não poderia simplesmente chegar dizendo: 'Oi , eu estou tendo um caso com seu pai. Tchau', seria duro para mim e para ela, a minha ultima experiência com isso já foi o suficiente.
- No que você esta pensando? – ele perguntou me abraçando por trás. Nós estávamos sentados encostados na arvore, eu estava entre suas pernas de costas para ele.
- Nada.
- Seu olhar estava vago, era algo importante?
- Não era nada John.
- John? Quem é John?
- Ninguém, eu falei .
- Não, eu escutei você falar John. Era nele que você estava pensando?
- Não, quer dizer....
- Nem tente! – ele falou se levantado e começando a andar para fora do parque.
- espera! – falei me levantando e o seguindo. – Eu posso explicar.
- É mesmo? Explicar o que? – ele falou parando e virando-se para mim. – Que você estava pensando em outro enquanto estava comigo?
- Ele não é importante, eu juro.
- Então você pode me explicar por que você estava pensando nele?
- Eu...é complicado.
- Complicado? Aposto que eu consigo entender. Vamos , me diz. – minha garganta travou, as palavras vinham á minha cabeça, mas minha boca não de mexia.
- Seu silencio já explica tudo. – meu coração disparou a mil por hora, eu estava parada sem saber o que fazer, vê-lo partir foi doloroso, estacas entravam em meu coração, doeu mais do que da primeira vez, daquela vexei não senti nada apenas um alivio enorme, mas dessa eu sentia algo á mais, algo inexplicável, algo que da ultima vez eu não senti, uma coisa chamada amor, derramei uma lagrima e logo senti uma mão limpa-la. Levantei meu olhar e me assustei ao ver em minha frente, senti seus braços rodearem minha cintura e ele me abraçar forte, derramei algumas lagrimas em sua camisa o abraçando forte pelo pescoço.
- Ele foi que nem você.
- Como eu? – ele falou se afastando de mim, afrouxando o abraço. – Como assim?
- Acho que já guardei isso por muito tempo. – falei pegando em sua mão e o arrastando para um dos bancos sentando ao seu lado. – Essa não é primeira vez que isso acontece comigo.
- O que?
- Ficar com um pai de amiga minha.
- Quer dizer que...
- Só me escuta aí depois você pergunta. – falei soltando todo o ar de meus pulmões. – Há alguns anos atrás eu me apaixonei por um pai de uma melhor amiga minha. Nós começamos a ter um caso, eu me apaixonei por ele e eu pensei que ele sentia o mesmo por mim, mas quando eu pedi para assumirmos tudo ele simplesmente negou, disse que não iria estragar a família dele por mim, eu fiquei furiosa. Ele proibiu a filha dele de me ver e quando ela terminou o ano escolar ele se mudou com a mulher que ele vivia para longe, nunca mais ouvi falar ou vi ele. – olhei para ele. – Eu prometi pra mim mesma que não iria se meter com pai de melhores amigas, mas acho que essa promessa foi quebrada. Eu me apaixonei outra vez.
- Então foi por isso que você me fez prometer aquilo?
- Basicamente isso, eu não quero sair magoada e humilhada outra vez. – falei voltando a chorar.
- Hey! – ele segurou meu rosto entre suas mãos. – Eu não vou te machucar, eu não consigo viver sem você, eu só quero ficar perto de você minha menina, mesmo que isso seja proibido.
- Tudo que é proibido é mais gostoso. – falei lhe dado um selinho rápido escutando meu celular apitar.
- Deixa. – ele falou enchendo meu pescoço de pequenas mordidas.
- Deixa eu só ver quem é.
- Deve ser algum desocupado que gosta de atrapalhar os outros.
- É o Pierre, eu preciso atender. – falei pegando o celular e. – Fala Pierre.
-Você tem visita.
- Quem?
- Vamos dizer que você o conhece bem.
- Não tô entendo.
- Me da aqui essa merda – alguém arrancou o telefone das mãos de Pierre. – Vem logo pra cá traidora. – escutei a voz de do outro lado da linha.
- ? Aii, que saudades amor. – falei olhando para que me olhou serio.
- Não vem com essa história de 'Ai ...' porque não cola mais.
- Ai que azedo!
- Sua tratante, você prometeu que ia me buscar no aeroporto e não foi.
- Desculpa. Eu estava fazendo algo importante. – olhei para que me olhava serio.
- Tomara que seja mesmo, porque se não for eu te mato.
- Era importante, é importante.
- Tratante!
- Da pra para de me xingar e dizer o que você esta fazendo aí em casa?
- Eu preciso de um favor, estou te esperando aqui. Larga esse velhote e vem pra cá. AGORA!
- , ele não é nenhum... – ele desligou o telefone na minha cara, típico para o meu melhor amigo. – velhote.
- ? Quem é esse?
- Ele foi meu psicólogo quando tudo isso aconteceu, daí viramos melhores amigos.
- Hum...
- Que coisa linda com ciúmes. – falei mordendo sua bochecha.
- Eu não estou com ciúmes.
- Ah ta certo. – falei me levantando. – eu preciso ir.
- O que? Já?
- , precisa de mim. Deve ter transando com alguma mulher casada e o marido descobriu e precisa de um lugar para ficar.
- Lembra um amigo meu. – ele falou de levantando. – Quando eu vou poder te ver de novo ?
- Estou todo dia na porta do colégio.
- Eu queria poder te beijar e gritar pra todos que estamos juntos.
- É, mas isso seria pedofilia e crime.
- Pedofilia depois dos 16 anos não conta. – ele falou me abraçando. – Eu queria poder ficar com você sem se esconder. Eu pareço um adolescente.
- Eu tenho que ir. – falei dando um selinho demorado nele. – Tchau, amor.
- Eu nunca pensei que seria tão difícil desgrudar de você.
- Tchau . – falei me desfazendo do abraço.
- Tchau, minha menina.
Segui me caminho pela longa rua sorrindo, eu parecia feliz, eu estava feliz, melhor do que tudo isso, eu estava radiante. Eu nunca me senti tão bem em toda a minha vida, uma coisa boa, como fogos de artifícios, manadas de elefantes, milhões de mariposas e borboletas habitavam meu estômago, e isso parecia ruim para alguns, mas não no meu caso, isso era o melhor sentimento que qualquer pessoa poderia sentir, um sentimento tão bom que é difícil de acreditar. Avistei minha rua a poucos metros e logo apressei meu passo, havia ido viajar para algum congresso ridículo e não havia me dado notícias ainda, provavelmente havia se metido em alguma encrenca e agora precisava de uma falsa namorada, ou uma filha delinqüente, ou qualquer personagem que ele me pedisse. Entrei no jardim e logo abri a porta da frente dando de cara com um esparramado no sofá e Pierre em outro.
- O que foi dessa vez Nicholas? Mais um marido querendo de matar? - falei me sentando numa poltrona retirando meus tênis.
- Obrigada por pergunta. Sim, eu estou bem, sempre atenciosa. Qual é o nome dele?
- Dele quem?
- Do cara que você esta saindo.
- E quem disse que é um cara? – ele olhou para Pierre e depois para mim outra vez. – Pierre! Você contou para ele?
- Fazer o que? Ele me pressionou.
- ...
- O nome dele é e ele é o pai da minha melhor amiga.
- ...
- Eu sei, mas dessa vez é diferente, eu sinto que é, não é a mesma coisa que eu sentia com o John, é milhões de vezes melhor.
- Você tem certeza? Ele não é roubada?
- Creio que não, ele não é casado. Ele é um ótimo homem, quando conhecê-lo vai ver.
- Espero, por que dessa vez eu acabo com o canalha. – sorri ao ver ele me protegendo. sempre me protegia de tudo e todos, ele foi me irmão, pai, conselheiro e tudo que uma garota pode querer. Ele e Pierre significam muito para mim eles me criaram, me fizeram uma pessoa melhor, e sem eles definitivamente eu não estaria aqui hoje.
- Você ainda não me disse o que esta fazendo aqui?
- Aii, eu queria te ver.
- Serio? Eu não acredito em você.
- Tenho que ir a um jantar e não tenho par, aí eu vim te chamar.
- Tudo bem, vou banhar. – falei subindo as escadas e entrando em meu quarto, peguei um vestidoe levei do para o banheiro. Tomei um banho rápido, aliás não gosto de fazer cerimonias, vesti meu sutiã, calcinha e logo ajeitei meu cabelo fazendo cachos nas pontos, fiz uma maquiagem leve, nada muito pesado. Me arrumei um 45 minutos, um recorde para uma mulher que vai a uma festa, escutei meu celular e logo corri para o meu quarto o pegando, olhei no visor e vi o nome ' '. – Alô?
- Alô amiga, por onde você andou ? Liguei para você milhões de vezes e você não atendeu.
- Eu saí e deixei meu celular em casa.
- Ah, saiu com quem?
- Ninguém, fui tomar um sorvete.
- Ah...
- O que foi ? Você ta tão pra baixo.
- É que meu pai me obrigou a ir em um jantar.
- Por que você não fala pra ele pra ficar em casa?
- O problema não é o jantar, e sim quem vai estar lá.
- Como assim?
- Tem um amigo do meu pai que eu sou super afim, mas ele nunca vai olhar para mim.
- Isso não existe , idade é só um estado de espirito se vocês se gostam, devem ficar juntos.
- Mas aí é que ta, eu não sei se ele gosta de mim.
- Por que você não conversa com ele?
- Eu não consigo, eu até tento, mas meu pai esta sempre com a gente.
- Seu pai ás vezes atrapalha os outros.
- E além do mais, meu pai disse que ele vai levar uma mulher com ele, provavelmente uma namorada.
- Ai amiga, se eu podesse eu ia com você, mas eu vou sair com meu melhor amigo, ele acabou de voltar.
- Uhh amigo....
- Não , ele é meu melhor amigo e esta apaixonada por outra garota, mas é frouxo demais para assumir.
- Tudo bem amiga, eu também já vou, meu pai ta quase me arrastado para fora de casa. Tchau.
- Tchau. – falei desligando o celular. Levantei-me rapidamente e peguei minha bolsa e desci as escadas. – Vamos?
- Claro. – ele falou e foi em direção á porta.
- Tchau Pierre. – falei lhe dando um beijo em sua bochecha e saindo em direção ao carro e sentando no banco do passageiro, deu a partida e eu percebi que ele estava aparentemente nervoso. – O resto da historia, cadê?
- Que historia?
- , eu te conheço e eu sei que tem algo te perturbando. O que é?
- As mulheres daquela empresa não me dão um sossego, se eu chegar com você, provavelmente não vão parar de dar em cima de mim.
- Eu não entendo , você sempre foi de sair por ae transando com todo mundo e agora esta se comportando.
- Acho que estou me apaixonando.
- Ai que lindo.
- Não, péssimo. Ela não é pro meu bico.
- Casada?
- Pior, ela é filha do meu melhor amigo.
- Não vejo nada de mais.
- A garota tem idade pra ser minha filha.
- Idade é apenas um estado de espírito, se ela corresponde, enfrente tudo e todos pelo amor dela.
- Pensei que o psicólogo aqui era eu.
- Ainda é, e o retardado apaixonado também. – falei olhando para ele – Você não tá brincando não né?
- Não, eu gosto dela, mas minha amizade com ele é muito forte.
- Quantos anos ela tem?
- 16 anos.
- Só alguns anos de diferença.
- Não sei ,eu tenho medo. – ele falou parando o carro em frente a um salão enorme. – Tenho medo de acabar com tudo, minha amizade com ele é importante.
- Prefere uma amizade a um amor. – falei descendo do carro. – Se você gosta dela, o pai dela não precisa saber.
- A filha dele sabe que vocês estão juntos?
- Não, vamos esperar um tempo até tudo se ajeitar. – falei segurando seu braço e seguindo pelo grande corredor até o corredor, olhei para minhas unhas recém pintadas de azul.
- Olha, ela está ali. A de vestido vermelho. – levantei meu olhar e meu sorriso desapareceu, me levou até os dois.
- ?
- ? O que você faz aqui? – e falaram ao mesmo tempo.


Capitulo O7 - Surprise




- , o que você faz aqui? – perguntou.
- E com o ? – se pronunciou. Espera ae, eu sou louca ou eu sou a vadia que falava no celular?
- Só um segundo, vocês se conhecem, ? – foi a vez de se pronunciar.
- Ela é a amiga da , e eu é que te pergunto: você conhece a ?
- A é minha acompanhante. – olhei para que estava com os olhos esbugalhados.
- Gente, eu vou ali rapidinho. Vem comigo ? – estava sem fala, estava parada, estática olhando para a minha pessoa e para . Peguei-a pela mão e a levei para fora do salão, eu estava rindo por dentro. – Você deveria se envergonhar , chamando sua melhor amiga de vadia.
- Eu não sabia que você namorava o . – eu soltei uma gargalhada – um tanto maléfica, diga-se de passagem – e ela me olhou sem entender.
- Eu e o ? Namorando? Nem fudendo.
- Mas você é a acompanhante dele.
- Acompanhante sim, e melhor amiga. O é meu melhor amigo e ele apaixonado por uma certa garotinha. – olhei para ela com um sorriso nada inocente.
- Eu? – ela perguntou incredula com os olhos arregalados. – O gosta de mim?
- Você é a filha do melhor amigo dele? – ela assentiu com a cabeça – Então é você mesmo minha flor.
- Você não ta brincando comigo não é?
- Claro que não . – falei colocando minhas mãos em seus ombros. – Você é minha melhor amiga, eu não mentiria para você. – exceto pelo fato de eu e seu pai estarmos tendo alguma coisa, pensei.
- Eu estou tão feliz. – ela falou me abraçando. – Mas ainda tem meu pai, como eu vou conversar com o ?
- Sabe quantos ataques cardíacos eu já passei pelo ? Uns milhões seriam um pequeno número, esse não seria o ultimo.
- Ataques cardíacos? Aí amiga você não me disse que tinha problemas cardíacos.
- Eu não tenho , só é uma maneira de livrar o de certas roubadas. Lembro bem o dia que o pai de uma paciente dele, eu deveria ser atriz.
- Então você vai me ajudar?
- Tudo para a felicidades dos meus melhores amigos.
- Vou ao banheiro, quer ir comigo?
- Não, vou voltar pra começar a enrolar seu pai. – falei me dirigindo ao salão outra vez com ela ao meu lado, seguiu para o lado oposto em direção ao banheiro e eu segui para perto deles outra vez.
- Por que você não me disse que o seu era o , meu amigo? – me atacou logo que me aproximei dos dois.
- Como eu iria saber que o meu – parei um segundo e olhei para , você falou para ele?
- Queria saber o que meu melhor amigo fazia com a minha garota. – olhei para cara dele que fazia estranhas faces tentando assimilar tudo. Não resisti e roubei um selinho dele. – ! A pode ver.
- A sabe que vocês estão juntos?
- Não, ainda. – falou dado um beijo demorado em meu pescoço.
- Veja pelo lado bom , você pode chantagear o . – me olhou sem entender, vi engolir o seco.
- Do que você esta falando? – olhei para enconrajando-o a falar, ele estava vermelho, os seus pulmões não tinham a presença de ar algum, parecia que ele iria explodir.
- Euestouapaixonadopelasuafilha! – falou rápido e fechou os olhos esperando que lhe desse uma bofetada, mas ao contrário, levou a mão até as costas de e deu dois tapinhas.
- Acha que sou burro ?
- Como?
- Eu já havia percebido o jeito que minha filha olhava para você.
- Quer dizer que você aceita? – falou finalmente abrindo os olhos.
- Sim, eu não estou em condições de dizer não. – ele olhou para mim – estou apaixonada pela melhor amiga da minha filha. – agora seu olhar havia sido desviado para outra vez – Faça-a feliz, é tudo que eu tenho a lhe dizer.
- Obrigada . – falou dando um longo abraço em .
- É isso? – falei fazendo os dois olharem espantados para mim. – Você não vai bater no ? Nem um murrinho? Porra, eu quero ver o apanhando, eu to precisando de visualizações no YouTube.
- Nossa, que bom que você esta feliz pelo seu melhor amigo que acaba de receber aprovação do pai para namorar a filha dele.
- Own, meu bebê. – falei o abraçando – Que você faça minha melhor amiga feliz.
- Obrigada.
- E se serve de ajuda, foi ele que te chamou de velho hoje mais cedo. – falei me referindo ao .
- Eu pensei que ele era velho que nem o... – se interrompeu.
- O já sabe, mas eu peço que, por favor, não toque no nome desse homem.
- Desculpa, eu esqueci. – ele olhou para frente e sorriu – A tá vindo o que eu faço?
- Eu vou chamar o , vou inventar alguma hitória e você vai ficar sozinho com ela ok? -ele assentiu e logo vi chegando.
- Oi gente! – ela falou chegando ao lado do seu pai.
- Sabe, Senhor Jonas eu vi uma capela ali que eu queria te mostrar, parece muito aquela da foto da sua casa.
- A do quadro da minha mãe?
- É, aquela mesma.
- Tudo bem, vamos? – ele estendeu o braço para mim e eu o peguei. Andamos até o fundos do jardim onde havia uma enorme fonte. – Você acha que o vai trata-la direito?
- Tenho certeza que sim, ele gosta muito dela.
- Tomara que eles se acertem, eu quero ver minha filha feliz. – ficamos em silêncio um minuto.
- Por que você nunca fala dela?
- Dela quem?
- Da mãe da . Ela me disse que você não fala muito dela.
- É uma ferida ainda aberta.
- O que?
- Quer dizer, fechada, bem fechada. – parei e me virei para ele.
- Você está mentindo.
- Claro que não , eu sei quando você mente.
- Como você pode saber disso?
- Você não está olhando em meus olhos. Eu quero a verdade.
- Você está louca.
- Que bom, então eu vou ficar com minha loucura bem longe de você. – falei andando de volta para o salão em passos largos
- , espera. – ele falou correndo e parando na minha frente segurando em meus braços. – Espera!
- Olha , se você vai querer ter alguma relação comigo você precisa confiar em mim,como eu confiei em você falando sobre o... ele.
- É que, é... complicado.
- Garanto que eu possa entender. – ele tirou as mãos de meus braços e abaixou a cabeça, ele estava nervoso. – A mãe da , ela – ele parou e olhou para mim. – ela está viva. – meu olhos arregalaram-se. . Mãe. Viva. , Mãe. . Viva.
- Como? Mas ela disse que ela tinha morrido.
- Bem...
- Por que você mentiu para ?, ela é sua filha. – eu já gritava com ele.
- , calma. Vem aqui. – ele me puxou e me fez sentar em um baonco ao seu lado.
- Como você me pede calma? Acabei de descobrir que você ainda é casado?
- O que? – ele soltou um riso. – Eu nunca fui casado com a mãe da .
- Não?
- Bom, nós ficarmos juntos por algum tempo até ela ter o bebê, mas não namoravamos. Nós moramos juntos até eu completar 17 anos, depois ela se foi e nunca mais voltou.
- Ela deixou vocês?
- A mãe da não era bem uma garota, como dizer isso, certinha. Ela vivia em festa e em uma dessas a foi concebida, nós não namoravamos, eramos de grupos totalmente diferente, estavamos em uma festa, estavamos bêbados e acabou nisso. Elizabeth foi embora quando ainda era uma garotinha.
- Por que não disse a verdade para ela?
- sempre amou a mãe e tinha uma imagem boa dela, eu não iria estragar. – o olhei me contar tudo atentamente e o abracei pelo pescoço.
- Desculpa ter gritado com você. – falei me separando dele e coloquei minha mão em seu rosto.
- Tudo bem, ter você já é uma coisa boa, quer dizer, é a melhor coisa. – ele falou encostando nossas testas. – Eu quero te pedir uma coisa.
- Não contar nada pra , eu ja sei.
- Isso também, mas outra coisa também – ele retirou algo do bolso e segurou forte em sua mão. – Eu sei que pode parecer preciptado, que eu posso tá dando uma de adolescente, – ele abriu a mão em minha frente – você quer ser minha namorada? – revelando um anel . – A mulher da loja disse que você ia gostar. – deixei uma lagrima rolar por meu rosto e eu o olhei sorrindo.
- Sim, mil vezes sim. – falei espalhando milhares de beijos por seu rosto.
- Eu te amo. – ele falou olhando em meu meus olhos, sorri abobalhada e respondi:
- Eu também.

- Você prefere 'Uma Recruta Hollywood' ou 'AVATAR'? – perguntava enquanto escolhiamos os DVD's para assistirmos primeiro.
- AVATAR! – falei comendo um pouco da pipoca. Ele colocou o filme pra rodar e se sentou ao meu lado me abraçando. e estavam saindo a mais de uma semana e sempre que eles saiam eu ia para casa do para ficarmos juntos. Eu me sentia mal por metir pra ela, duas vezes, mas tinha prometido contar tudo pra ela depois do aniversario dela na sexta que vem, quer dizer, daqui uma semana, nós estavamos felizes, estava feliz, o que poderia impedir nossa felicidade? Well, acho que é muito cedo para cada .A campanhia tocou e nós nos entre olhamos, quem será? – Eu vou!
- Tá louca? E se for a ? – ele falou enquanto eu me levantava.
- Ela levou a chave e ela não vai chegar agora. – falei caminhando até a porta.
- Eu vou com você. – ele falou me abraçando por trás enquanto eu abria a porta, meu sorriso desapareceu na mesma hora. O que ela está fazendo aqui?

Capitulo O8 - Surprise.


- Olá ! – ela disse fazendo com que me soltasse e pusesse em minha frente. Eu estava parada, estática com os olhos arregalados, minha voz queria sair, mas simplesmente ela não saia.
- O que você faz aqui? – ele falou cruzando os braços.
- Nossa, é assim que você recebe a sua ex-mulher, a mãe da sua filha.
- Primeiro, você não é mãe dela coisa nenhuma;Segundo, você não me respondeu o que faz aqui?
- Eu vim pro aniversario da minha filha, e vim apresentar meu marido pra ela. John! – ela falou para um homem que estava poucos metros que se aproximou dela e lhe deu um selinho. Ele olhou para mim e arregalou os olhos.
- Olá ! – ele falou olhando para mim.
- Você conhece ele? – perguntou.
- Você conhece ela? – a outra perguntou.
- Ela é a , amor. – ele falou e ela me olhou com desprezo.
- A pirralha que você teve um caso? – olhou para mim e depois para ela. – Você tem caso com todos os homens mais velhos ou só os que você diz ser melhor amiga da filha dele?
- Não fala dela assim!
- Eu falo do jeito que eu quiser.
- Elizabeth, o que você quer?
- Eu quero ver minha filha.
- A não está, ela saiu pra jantar.
- E você está liberal desse jeito?
- Ela já vai fazer 16 anos, ela é responsável ao contrario da mãe.
- Me respeite!
- Não, a partir do momento que saiu daquela porta você já não tem o direito que eu lhe respeite.
- Eu sou mãe da sua filha, eu tenho direito de vê-la.
- Mãe, o que você sabe sobre ser mãe? Você a abandonou e nunca ligou para ela, por que agora hein Elizabeth?
- Eu... voltei para a cidade.
- Me dê um tempo, eu vou contar a verdade para ela. Agora, por favor, vai embora.
- Mas ...
- Vai Elizabeth, depois nós conversamos.
- Isso não vai ficar assim. – ela falou saindo e puxando John com ela. Meus pés pareciam que não tocavam o chão, eu continuava estatica, sem nenhuma fala, meu coração parecia bater fora do peito, então era com ela que ele ia fugir?
- , você está bem? – ele perguntou virando-se para mim.
- Eu... preciso ir pra casa. – falei me dirigindo até à sala e pegando minha bolsa.
- Desculpa. – ele falou abaixando a cabeça. – Eu não sabia que ela iria voltar, eu...
- Hey – falei me aproximando dele e pegando em sua mão. – Eu sei, eu também não sabia que.. ele ia voltar, e que ele estava com sua ex mulher.
- Você não pode ficar mais um pouquinho, por favor? – ele fez uma cara fofa e eu sorri.
- A já vai voltar, e eu acho que vocês tem que conversar.
- Aí como eu odeio ela. Ela só veio pra estragar a nossa vida.
- , se acalma, não adianta você ficar assim. – falei indo em direção à porta. – Conversa com a , vocês tem muito o que falar. – falei abrindo a porta.
- Desculpa... você não desistiu de contar pra ela, certo?
- Não, vamos contar, independentemente de Elizabeth ou não.
- Você parece calma.
- Eu estou calma, o meu maior medo é ela contar pra e ela me odiar. – suspirei e ele me abraçou.
- Calma amor, ela não vai usar isso, eu tenho certeza. – ele me deu um selinho.
- Eu tô indo. – falei lhe dando outro selinho. – Tchau. – segui meu caminho até meu carro e logo entrei no mesmo, dei a partida com milhões de perguntas vinha à minha cabeça. Por que agora? Por que logo que tudo está indo bem, algo tem que acontecer pra estragar tudo hein? E por que diabos ela tinha que voltar? Nós estamos bem felizes sem ela, ela não faz falta, não mesmo, está bem sem ela.
Estacionei o carro na garagem e logo entrei em casa, eu precisava de um banho, e um bem gelado.
Escutei batidas insistentes na frente da porta da casa, e logo desci as escadas pausando o filme que eu estava assistindo. Desci as de dois em dois e fui em direção à porta, estava chuveiro fraquinho lá fora, abri a porta e me deparei com uma toda molhada, com olhos totalmente vermelhos.
- , o que aconteceu? – perguntei a puxando para dentro.
- Eu...eu... – ela gaguejava enquanto eu a levava para o sofá fazendo-a sentar no mesmo. – Minha mãe , ela está viva. – Como se eu já não soubesse, pensei.
- O que? Mas seu pai disse...
- Ele mentiu, eles mentiram. Ela me enganou . – ela me abraçou forte e beijei o topo da sua cabeça.
- Se eles mentiram, tem um motivo.
- Que motivo? Não tem porra de motivo nenhum, meu pai é um mentirosa e minha mãe também. Eu odeio os dois.
- Own meu amor, você não pode assim, isso não pode ser a verdade.
- Por que vocês está defendendo eles?
- Não é questão de defender, é que...
- O que ? Me diz!
- Você sabe minha mãe né?
- É, ela morreu.
- Não , ela não morreu.
- O que? Mas você disse que... – eu a interrompi.
- Eu sei, eu menti. Minha mãe se casou outra vez com um ricaço francês e foi para a França morar lá, eu não quis ir, eu fiquei aqui com o Pierre.
- Por que você mentiu?
- Porque eu tinha vergonha – falei abaixando minha cabeça – ela simplesmente me largou , ela só dava atenção para ele, me colocou em um colégio patético e eu sempre tinha que fingir que estava tudo bem, mas não estava. – voltei meu olhar para ele. – Quando mentimos, mentimos para nos proteger, para ficarmos bem, não importa se é grande ou pequena, mentir é feio, mas ninguém pode dizer que nunca mentiu, porque isso vem da natureza humana. Se seu pai mentiu, sua mãe sabia, se ele mentiu foi pra te polpar de ter uma imagem péssima da sua mãe, ele mentiu porque achou melhor você ter uma imagem boa dela do que pensar que ela abandonou vocês.
- Você se drogou? – ela perguntou e começou a gargalhar.
- Não, sua idiota! – falei jogando uma almofada nela. – Quer tomar um banho?
- Quero sim.
- Vamos subir. – falei a puxando para o andar de cima, entrei em meu quarto e comecei a jogar roupas para ela. – O banheiro é ali, a chuveiro tem água quente, essa são roupas de dormir, e bem, a calcinha é nova, eu nunca usei. – eu falei para ela que me abraçou.
- Obrigada, – ela falou me soltando – você é a mãe que eu nunca tive. – ela falou por fim entrando dentro do banheiro. Irônico né, mãe, madrasta, namorada do seu pai, bem, isso tudo faz sentindo. Meu celular começou a tocar e eu olhei no visor '', saí do quarto e desci as escadas indo pra sala.
- Alô?
- Por favor, me diz que ela tá aí. – ele falou desesperado – Eu e o estamos ficando doidos.
- ?
- É, eu liguei para ele perguntando se a estava com ele e ele disse que não, então saímos procurando.
- Calma, , ela está bem.
- A Elizabeth, ela...
- Não fala nada amor, a sua filha tá bem, eu vou cuidar da pra você. – escutei um barulho na escada, mas não dei muita importância.
- Amor? – escutei a voz de falar atrás de mim. – Você tá transando com meu pai pelas minhas costas? – ela falou e eu me levantei.
- Eu tenho que desligar. – falei desligando o celular e o jogando no sofá. – , eu posso explicar.
- O que? Que você tá trasando com meu pai pelas minhas costas? Eu pensei que você fosse diferente, que eu podia confiar em você.
- E você pode, eu só...
- Por que você não me contou? Vocês mentiram pra mim.
- Desculpa, eu pensei que você ia me odiar. – falei deixando uma lagrima rolar por meu rosto – Eu juro que eu tentei, mas eu me apaixonei.
- Quando vocês iam me contar?
- Depois do seu aniversario, mas ai sua mãe apareceu.
- Você a viu antes de mim?
- Eu estava na sua casa quando ela chegou.
- Há quanto tempo isso está acontecendo?
- Algumas semanas. – falei levantando minha cabeça – Me desculpa, eu deveria ter contado. – ela veio se aproximando e eu fechei os olhos tentando imaginar o impacto do tapa que provavelmente eu iria levar, mas ao contrario disso ela me abraçou forte. – E o tapa? Não vai me dar nenhum não?
- Você acha que eu não percebi? – ela falou se separando de mim. – Eu sou meio loiro,mas não sou burra. Essa amizade repentina de vocês estava muito estranha.
- Você não está com raiva?
- Não, mas claro que não zinha, nunca pensei que ia falar isso pra minha melhor amiga, mas eu estou feliz por você e meu pai.
- Serio? Ai, que bom amiga. – falei a abraçando forte.
- Agora me conta tudo! – ela falou me puxando para o sofá. Passamos horas conversando sobre como tudo entre eu e o aconteceu, ela me contou sobre ela e , como andava o namoro deles e que eles estavam bem felizes. Nós estávamos as duas de shorts jeans e camisas brancas sociais do Pierre com meias ¾ , óculos escuros, e colheres de pau em cima dao sofá onde havia milhares varias pipocas espalhadas pelo chão, cantavamos loucamente What Do You Want From Me do Forever The Sickest Kids, escutamos a campainha tocar e corremos para mesma abrindo a porta.
- , eu disse que eu ia sua mongol. – falei olhando para ela.
- Eu falei que ia, a casa também é minha sua retarda. – olhamos pra porta e vimos e parados.
- Oi amor! – falamos ao mesmo tempo pulando nos pescoços dos nosso namorados.
- ! – falou me afastando.
- Tá beleza pai, eu já sei que a é minha mãezinha. Vem ! – ela falou puxando para dentro de casa.
- Você contou para ela?
- Não tinha como escapar. – falei fechando a porta e o puxando para dentro.
- Por favor, tenham respeito, não se agarrem. – falei me sentando no sofá com ao meu lado.
- Idem pra você ! – falou.
- Cala boca !
- Cala boca você.
- Calo na boca atropela os dentes.
- Idiota!
- Retardado!
- Mongol.
- Doida!
- Parem! – gritou e nós paramos. Ela olhou pra . – Pai você pode falar agora. – começou a falar e a contar a historia do por que ele mentir. Ele disse que Elizabeth foi embora logo depois que nasceu, ela disse que tinha muito o que viver e não tinha tempo de cuidar da filha, então se foi deixando sozinho, cuidou de e pediu ajuda para sua mãe e ela o ajudou. Confesso, fiquei um pouco chocada pelo fato dela não querer , ela era uma garota tão meiga, linda, simples e pé no chão, como ninguém amaria um bebê como ela? Só uma louca mesmo.
- Eu não quero que você odeie sua mãe.
- Eu não prometo nada pai, eu preciso de tempo pra absorver tudo isso. Eu não te culpo por isso, eu sei que você fez tudo o que pode, eu sei que você cuidou de mim, você foi me pai-mãe durante muito tempo, ela não pode simplesmente chegar e dizer 'Oi eu sou sua mãe, você tem que me amar', aliás, eu já tenho mãe. – ela falou e olhou para mim.
- Tudo bem, eu entendo. – ele se levantou – Você vai ficar aqui?
- Se tudo bem pra .
- Mas é claro que pode meu brigadeiro saliente. – falei pulando em seu colo.
- Bom, acho melhor nós irmos né ?
- É mesmo.
- Não! – eu falei – vocês não vão.
- E por que não?
- Tá chovendo muito forte, vocês não podem ir nessa chuva.
- E o que você sugere?
- Vocês podem dormir aqui, no quarto de hospedes.
- Pro mim tá beleza. Eu tô com preguiça de abrir a porta do meu apartamento mesmo.
- ?
- Por mim tá beleza. – falou e bocejou.
- Eu vou dormir. – falou subindo as escadas.
- Eu vou também, não vou ficar de vela pra ninguém. – ela falou seguindo ele.
- Agora somos eu e você. – ele me puxou pro sofá e me beijou docemente.

Capitulo O9 - Heaven and Hell


- Você vai fazer alguma coisa hoje?- falou enquanto saiamos do colégio.
- Não sei, acho que vou ficar em casa mesmo. – falei olhando em minha frente, sorri ao ver quem nos esperava do lado de fora.
- Acho que meu pai vai te levar pra algum lugar. – falou e eu dei um empurrão nela.
- Isso é tão estranho, você falando parece até crime.
- Por que?
- Ora mais por que, ele é seu pai.
- Pensa assim: se eu não aprovasse vocês dois seria pior, mas eu aprovo e gosto, mesmo depois de...
- Da sua mãe voltar?
- É, é estranho depois de tanto tempo sem mãe, é difícil descobrir que ela não estava morta.
- Vocês conversaram?
- As vezes sim, ela está sempre lá em casa. – chegamos ao nosso destino e percebi que não estava sozinho, estava ao seu lado.
- Não sabia que você vinha também. – falei me virando para . – Você não trabalha não? Como você pensa que vai pagar minha viagem de aniversario até Paris?
- Pensei que você odiasse Paris.
- Agora eu odeio Londres. – eu sabia exatamente do que ele estava falando.
- Eu vim buscar a , não você. – ele falou dando um selinho nela.
- E eu vou com quem?
- Eu to pode por acaso? – falou abrindo os braços.
- Own meu Deus. – ele fechou os olhos e abriu os braços e eu me afastei.
- Meu abraço? – ele perguntou abrindo os olhos e me encarando.
- , estamos na frente do colégio.
- E? A já sabe, não tenho nada a esconder de ninguém. – ele olhou pra mim com uma cara pidona. – Vem? – sorri e fui em direção o abraçando pela cintura, senti seus lábios quentes beijarem minha testa.
- Own, meu Deus que fofo e nojento. – falou fazendo eu me desfazer do abraço.
- E você acha que é legal ver meu melhor amigo de agarramento com você.
- Ta bom! Parou a seção agarramento. – falou – Eu vou levar a pra casa viu ?
- Tudo bem, eu vou levar a em um lugar.
- Que lugar? – falei olhando para ele que me ignorou.
- Tudo bem, eu vou levar a pra almoçar e depois pro cinema.
- Tudo bem, até logo. – eles acenaram e eu o olhei incrédula.
- Hello, explicação. Onde você vai me levar?
- Entra no carro. – ele falou dado a volta e entrando no banco do motorista.
- Como assim entra no carro? – ele olhou pra mim e sorriu, não um sorriso qualquer, um bem malicioso posso ressaltar. – Aii eu te odeio, – falei entrando no carro e botando o cinto – e não sorri assim pra mim não. – ele segurou em minha mão e a beijou,deu a partida no carro e eu não pude resistir e soltei:
- Onde você está me levando?
- A um lugar.
- Serio? Eu pensei que você ia me levar direto para um dos jogos do 'Jogos Mortais' pra testar minha resistência.
- Você é sempre assim? Tão sarcástica.
- Depende, se eu sei para onde vou eu ando com um sorriso no rosto, mas quando é surpresa é sarcasmo na certa.
- Hum...
- Tudo o que você tem a dizer é 'Hum' ?
- Hum... – certo, abordagem errada, vamos partir para a sedução. Levei uma de minha mãos até coxa dele subindo lentamente, ele engoliu o seco e me olhou incrédulo. – O que você está fazendo?
- Nada, ainda. – falei tirando o cinto de segurança e me inclinando para cima dele.
- Eu estou dirigindo,se você não vê.
- E? – falei perto de seu ouvido mordendo o lóbulo de sua orelha.
- Você vai fazer eu bater o carro?
- Eu paro se você disser onde nós vamos. – falei beijando seu pescoço. – Vai falar amor?
- Não! – ele falou firme.
- O que? – falei voltando para o meu banco.
- Nós já chegamos! – ele falou descendo do carro. Saí do banco do passageiro e o segui até um jardim vazio e abandonado.
- Nossa, excitante! Um jardim abandonado. Pronto! Já vimos, podem... – ele me puxou pela mão para dentro daquele jardim fedorento, feio e abandonado. – , pra onde você está me levando? – perguntei enquanto ele continuava a me puxar por aquele mato. Pela primeira vez eu fiquei com medo, mas logo passou quando ele segurou minha mão com mais força, sei que aquilo não podia causar um impacto tão grande em certa pessoas, mas com ele, causava um impacto extraordinário, eu me sentia segura apesar de ser levada por um jardim escuro, fedorento, feio e abandonado, porque eu estava com o e era isso que importava, eu estava com ele. Ele parou de repente me fazendo bater de cara com suas costas, ele virou-se para mim e sorriu.
- Aqui sua surpresa!
- Mas que diabos.... – não pude terminar a frase quando vi um lago, sim, um lago no meio daquele mar de coisas horrorosas. Ele tinha uma pequena cachoeira, e pedras em volta, a grama parecia mais verde ali do que nos outros lugares daquela mata, sorri maravilhada com aquela imagem. – Esse lugar é perfeito.
- Pronto para ser compartilhado com a pessoa perfeita. – ele falou olhando para mim. Jurei para mim mesmo que não me deixaria conquistar por aqueles olhos esverdeados,mas infelizmente eles sempre ganhavam.
- ...
- Eu sei, que parece cedo, equivocado, mas eu te amo e quero que você seja minha. – ele falou sorrindo e me virando para ele. – você aceitaria – ele tirou uma corrente de dentro do bolso e me mostrou – namorar comigo? Pode parece muito velho pra mim, mas... – não o deixei terminar a frase e me deixei envolver em seu pescoço o beijando os lábios.
- Claro que eu aceito. – falei beijando toda sua face. – Mil vezes aceito.
- Eu te amo.
- Eu tam´bem. – falei o beijando outra vez.
Não sei quanto tempo durou, nem quantos minutos, mas o tempo não importava mesmo, eu estava com o , entre suas pernas enquanto ele me contava historia da faculdade e de como ele e se conheceram, admito, foi um jeito muito engraçado contando que era um idiota e um nerd, as pessoas não aceitavam bem o fato deles serem amigos e inúmeras vezes tentaram separá-los, mas como sempre a amizade dos dois era mais forte e conseguiu fortalecer com o tempo. admitiu saber que sabia que tinha uma paixonite por e ela por ele, mas nunca comentou porque ela era filha dele e ele seu melhor amigo, seria um tanto estranho, e além do mais, estava apaixonado pela melhor amiga da filha, eu, no caso. Juro que quando o escutei falar do nosso primeiro beijo na piscina da sua casa no dia que nos conhecemos relembrei aquele dia como um dos melhores a minha vida.
Conversamos tanto que não percebemos o sol se pôr, então logo que ele desapareceu no horizonte, nos levantamos e fomos embora, me fez prometer que nunca mais iria provocá-lo no transito, pois ele poderia ser preso por pedofilia, e ainda perderia o carro, gargalhei alto com isso e prometi, aliás, carros me deixam entediada, mas não posso falar de camas, banheiros, piscinas e outros lugares.
Chegamos em casa e logo vimos e na entrada, e logo que o carro dobrou a esquina os dois se separaram, fez questão de vir buzinando pois sabia que não queria ver sua filha no maior amasso com seu melhor amigo.
- Oi gente! – falei chegando perto dos dois.
- Oi! – eles falaram um tanto ofegantes – onde vocês estavam?
- A gente foi dar uma volta, e vocês?
- A gente foi no cinema e estávamos esperando vocês para chamá-los para jantar, nós quatro.
- O que acha ? – falei olhando para ele.
- Eu acho ótimo, podemos conversar.
- Um encontro duplo? Com meu pai e a namorada dele? Na hora! – falou fazendo graça.
- Você não presta . – falei dando um empurrão.
- Por favor não se beijem. – começamos a rir.
- Eu vou lá em casa, trancar tudo. Já volto! – ele entrou dentro de casa.
- Onde vocês estavam? – perguntou curioso.
- Fomos a um jardim abandonado que tinha uma cachoeira linda.
- Ai que romântico. Eu não sabia que meu pai era tão romântico.
- Ele é.
- Ai que lindo, você são tão lindinho juntos.
- Nossa, é estranho, você falar isso do seu pai.
- Em falar em pai, ele está demorando.
- Eu vou lá chamá-lo. – falei entrando dentro de casa. Olhei em volta, pela sala, cozinha, aérea da piscina e nada. Ele deve estar no quarto, pensei subindo os primeiros degraus da escada. Subi a escada e escutei um barulho vindo de dentro do quarto, abri a porta lentamente, mas desejei no minuto seguinte não tê-lo feito. Elizabeth estava completamente nua em cima de o beijando e ele? Ele não fazia nada, pelo o que parecia gostava. Ele a fastou e olhou para mim.
- Eu...
- Não, – falei arrancando a corrente e jogando em cima dele. – Acabou! – desci as escadas correndo vendo-o vir atrás de mim, mas logo quando passei por e , o segurou impedindo-o de me seguir, gesticulou gestos exagerados com as mãos, mas quando ele se pôs a me seguir, eu já estava longe. Por que ele havia feito isso comigo?, essa era pergunta que passava por toda a minha cabeça. Tudo bem, ela havia voltado, mas por que me enrolar? Por que me enganar se ele me amava? Por que, sinceramente, eu não sabia. Ele tinha a original, e eu era a genérica, então que fique com ela. Cheguei em casa abatida, com as lagrimas molhando toda a minha face embaçando minha vista.
- , filha – vi minha mãe se levantar do sofá rapidamente. – O que aconteceu?
- Ai, mãe. Só me abraça. – falei abraçando-a forte.

Capitulo 1O – One

Um mês depois...

- Então, quando vocês partem? – Pierre pergunta enquanto assistíamos 'Um Sonho Impossível', era a terceira vez naquela semana, simplesmente não cansávamos desse filme, Michael Oher tinha conquistado nossos corações e nossa admiração.
- Amanhã mesmo, nosso voo sai pela noite. Você vai ver minha filha, Paris é uma cidade linda, você vai amar aquilo tudo.
- Tenho certeza que sim, só vou ficar triste por causa que Pierre não vai conosco. – fiz bico e cruzei os braços.
- Não, o bico, não. Você tem que entender, eu vou primeiro visitar minha família, depois eu vou para lá, questão de meses.
- E quem vai cuidar de mim nesses meses? Mamãe vive trabalhando, ela respira trabalho, come trabalho, toma banho de trabalho.
- Sempre exagerada. – sorri largamente para ela. – Você não vai ficar todo o tempo em minha casa, vou te levar para trabalhar comigo as vezes, pra ver se você se distrai um pouco.
- Não começa mãe...
- , você tem que entender filha, eu me preocupo com você. Você deveria procurar o...
- Não de atreva a tocar no nome daquele cafajeste.
- Deixe de ser criança.
- Não é questão de ser criança, a questão é que... somos de mundos diferentes, realidades diferentes, e de idade diferentes.
- E isso importa? Eu sei que você não se importa com a idade. E, além do mais, idade não se importam quando duas pessoas se amam.
- Mas ele não me ama. – falei abaixando a cabeça.
- Como você sabe? Você perguntou pra ele?
- Mãe, eu o vi beijando a ex-mulher, ficou mais do que claro que eles dois nasceram pra ficar juntos.
- Eu ainda acho que vocês deveriam conversar.
- Não, obrigada. Estou bem melhor sem ele. – falei colocando uma almofada em meu rosto.
Fazia um mês que eu não aparecia na escola.
Um mês que eu não falava com .
Um mês que eu não conversava com .
E um mês que eu não o via, cheirava, tocava.
Depois daquele incidente resolvi cortar tudo e todos que me ligavam a ele, me doeu um pouco perder meus melhores amigos, mas eu precisava, não podia simplesmente ignorar que ele estava beijado outra em cima de sua cama e nem se deu ao trabalho de fechar a porta com a chave. Eu estava melhor sem ele, eu repetia essa frase toda vez que a imagem de seu rosto tomava conta do meu pensamento e, também eu estava me mudando para Paris em dois dias, nunca mais iria vê-los, nenhum deles e com toda certeza eu estava melhor agora. Mas, como sempre dizem, nunca cantem vitoria antes do tempo, minha felicidade acabou quando a campainha tocou, olhei para Pierre que se levantou e foi em direção à porta.
- Pierre olha primeiro... – falei me levantando, mas já era tarde a pessoa já estava em pé olhado para mim com os olhos cerrados, braços cruzados. Eu conhecia aquela cara muito bem, o barraco iria começar agora, pensei.
- Você é patética! – falou olhando com raiva para mim.
- Patética? Só isso?
- E também burra, idiota, estúpida... Oi senhora .
- Olá !
- Continuando... Eu te conheci mais inteligente.
- Terminou o discurso? Então se retire!
- Faça-me o favor, , você sabe o porquê de eu estar aqui.
- Além de ódio, não, sinto lhe dizer, mas não sei o motivo não. – menti.
- Você sabe que dia é hoje, eu sei que você sabe.
- Aniversario da .
- ? Sua enteada? E melhor amiga?
- E minha namorada. – completou.
- Verdade? não comentou isso comigo.
- Ela deve ter esquecido. – mandei o dedo do meio para ele que sorriu.
- O que você ainda faz aqui parada ? Vá se arrumar, você tem uma festa para ir. Essa sua ultima festa antes de se mudar para Paris.
- Mudar para Paris? Você vai se mudar?
- Ela não lhe contou? Ela vai se mudar comigo, vamos para Paris amanhã. – mamãe falou e me abraçado de lado.
- A senhora também não quer ir, Sra. ? Aposto que ficaria muito feliz se comparecesse a festa dela.
- Oh, eu adoraria. Vou me arrumar. Com licença – ela falou subindo as escadas, ele sabia que minha mãe não recusaria esse convite, Sra. é uma mulher que gosta de festas e com certeza recusaria um convite como esse.
- Jogo pesado agora !
- Você...
- Eu vou me arrumar. – o interrompi subindo as escadas em direção ao meu quarto. Maldito! Desgraçado! Eu vou matar o com minha gilete de depilar minhas pernas, eu vou contar o único bem que ele tem, e sua enorme boca que sempre me ferrava nas piores horas, mas eu sabia muito bem por que ele havia feito aquilo, e não era para me ferrar e sim ver alguém que eu ão queria ver, ou queria?
Tomei um banho rápido e logo estava deixando o vestido subir por entre minhas pernas, coloquei uma maquiagem leve e fiz alguns cachos em meu cabelo. Escutei alguém bater na porta e olhei em direção a mesma vendo minha mãe em seu perfeito vestido de festa.
- Está pronta? – ela perguntou e eu me levantei desamassando o vestido.
- Estou sim. – falei andando em direção à porta.
- Você tem certeza que quer ir?
- Tenho, não vai fazer mal nenhum.
- Nem por que o vai estar lá? – ela perguntou enquanto descíamos as escadas.
- Eu não preciso ficar perto dele, o aniversario é da filha dele.
- Podemos ir? – perguntou.
- Claro . – minha mãe falou indo em direção ao carro. Sentei no banco do passageiro enquanto minha mãe ia lá atrás, coloquei o cinto e o vi dar a partida.
- Então , há quanto tempo você namora a ?
- Vai fazer um mês e meio mais ou menos.
- Nossa, que eu me lembre de você, você não namorava.
- É, mas o amor muda as pessoas e ela me fez mudar.
- Quantos anos ela está fazendo?
- 17 anos.
- Como vocês se conheceram?
- Ela é filha do .
- O namoradinho da ?
- Mãe!
- Oh minha filha,deixe de ser antiquada.
- Eu não sou antiquada, ele não é meu namorado.
- Porque você não quer. – falou. – Porque você é teimosa e não vê o que está na sua frente por medo.
- Uma imagem vale mais do que mil palavras.
- A menos que essa imagem esteja retorcida.
- Eu vi , eu vi com meus próprios olhos.
- O que você viu?
- Eles estão se beijando, por favor, não seja hipócrita.
- Você sabe, ai dentro, que ele te ama mais que tudo e que isso passou de um mal entendido.
- Sei mesmo? – falei saindo do carro e indo em direção a porta que estava aberta. Olhei para trás vendo ajudar minha mãe a sair do carro e sussurra algo em seu ouvido, rolei os olhos já me arrependendo de ter vindo.
- Você veio! – virei-me para trás e o encarei com os olhos marejados, ele estava perfeito, lindo, e minha vontade era de pular em seu pescoço ali mesmo.
- Vim pela .
- Nós temos que conversar.
- Não, eu...
- Oi ! – falou chegando perto de nós.
- Esse é o ? – minha mãe perguntou curiosa.
- Sou eu sim, e quem é a senhora?
- Sra. , Katherine .
- Mãe de ? Mas a senhora...
- Estava morta? Ela inventou essa historia para afastar a mídia de perto dela, ser filha de uma das maiores designers de Paris não é muito a praia dela.
- Bem vinda.
- Obrigada, Sr. .
- Me chame apenas de .
- Prefiro lhe chamar de genro.
- Onde a está? – perguntei interrompendo aquela conversa nada convencional.
- Lá em cima, no quarto. – respondeu.
- Obrigada. – falei apressando o passo até a escada. Respirei fundo subindo os degraus lentamente tentado assimilar tudo que estava acontecendo. Eu não podia ter mãe e melhor amigo pior. Por que, em nome de Deus, eu tinha que cair logo nessa cidade, com essa família, com essa historia? Deus, por que eu? Por que eu? Continuei subindo a escadas vendo Elizabeth sair de um dos quartos que eu sabia que era o de , ela passou por mim e minha vontade era de agarrar em seus cabelos e jogá-la escada a baixo, mas infelizmente eu não tinha essa coragem. Andei até o quarto de e bati na porta, mas não obtive resposta,bati uma, duas, três vezes antes de abri-la lentamente.
- , olha... – fechei a porta atrás de mim e me virei para ela que estava deitada na cama. – ? ? – falei andando em sua direção. – Meu Deus! , amiga acorda. – falei a sacudindo-a. – o que você fez amiga? O que aconteceu? – Não obtive resposta e me desesperei. Olhei para o lado da cama e vi uma seringa vazia e uma pequena marca de furo em seu braço. Meu sangue ferveu, abri a porta com raiva e desci as escadas procurando a pessoa que tinha feito aquilo, a vi conversando com , andei em passos largos até ela, enchi minha mão e mandei com tudo em sua cara. Depois disso, não me lembro de mais nada, pois estava muito ocupada tentando parti-la em dois.

Capitulo 11 – My Happy Ending


- O que você está fazendo? – ela perguntou enquanto a segurava e me segurava.
- Eu vou acabar com a sua raça sua vadia.
- Você tá com ciumes porque eu e o estamos juntos.
- Juntos? – ele perguntou confuso. – Nós nunca estivemos juntos, e nunca estaremos.
- Você sabe do que eu estou falando.
- Você não se atreveria.
- Ela drogou a , ela está lá em cima jogada em cima da cama desacordada. Me larga que eu vou matar essa vadia agora. – falei tentando me soltar de .
- Você fez o que? – perguntou – Você drogou ela?
- Não, ela já estava drogada.
- Então por que não saiu desesperada procurando por ajuda hein?
- Você fez isso com minha filha? – me colocou para trás de seu corpo se pondo em minha frente.
- Eu...
- RESPONDE!
- Eu fiz sim!
- Por que? Por que você fez isso com sua própria filha?
- Eu não queria que ela não nos atrapalhasse.
- Atrapalhasse em que?
- Da gente ficar juntos , eu te amo.
- E você ia matar sua própria filha para isso?
- Ela não é minha filha.
- Sua... – ele levantou a mão para bater nela, mas não o fez. – Vamos levá-la para o hospital. – soltou-a que chorava descontroladamente.
- Não, ela não é mesmo – falei andando em direção a ela. – Você não sabe o que é ter mãe, você a sabe o que é ser mãe, você nunca foi a mãe dela de verdade, você fugiu com medo da responsabilidade pra depois voltar depois de 17 anos e fingir que nada aconteceu e que você pode ter uma família com um final feliz que você queria, mas não vai ter. Ela nunca vai ser sua filha, porque mãe é quem cria a gente, não a que dá a luz e depois foge, você não merece ser mãe de uma garota maravilhosa como a , você tentou matá-la enquanto ela te admirou e te amou durante anos. Eu realmente acho que você deveria ter morrido de verdade, assim pouparia todos de mais um sofrimento. Meu Deus como eu fui burra. – falei colocando levando minha mãe em minha boca – Ele nunca te beijou, ele nunca te amou, você armou tudo isso e eu... Ele me ama, ele me ama. – repeti para mim mesma e olhei para ela, enchi minha mão e mais uma vez joguei tudo em sua cara. – Isso é por tentar matar minha melhor amiga e por tentar estragar com meu namoro. – falei me virando indo para fora vendo minha mãe lá fora vendo ir com a ambulância.
- Vamos no meu carro. – falou me levando até o carro com minha mãe junto de nós. Ele entrou no carro aflito, nervoso, foi preciso eu colocar a chave no canto para ele poder então arrancar com o carro. – Ela vai ficar bem , a é forte. – falei segurando sua mão em cima do volante.
- Se eu perdê-la, eu...
- Você não vai, já não posso falar o mesmo do . Ele deve me odiar.
- Deve mesmo, você é muito burra. – olhei incrédula para ele – Desculpa, eu estou nervoso.
- Não, você tem razão, Eu fui burra, eu deveria ter acreditado nele, não aquela mocreia falsa, mentirosa, uma vad...
- Acho que você já usou essa palavra muito hoje, já basta.
- Mas mãe, ela é. Ela tentou matar a , eu deveria arrancar os cabelos delas e fazer uma rede para mim. – soltou uma gargalhada.
- Já não basta a plastica que ela vai ter que fazer, você quase quebrou a cara da mulher.
- Eu sei, e minha mão tá doendo agora. – parei um segundo e o olhei dizendo: – Você estava certo.
- Sobre o que?
- O , ele nunca me enganou eu fiquei tomada pelo ciumes e agora ele não quer em olhar na minha cara.
- Como você sabe?
- Eu sei , nenhum garoto quer uma garota ciumenta.
- O não é um garoto, ele é um homem.
- Por isso mesmo, ele não vai querer saber mais de mim por minha infantilidade.
- Com licença... mas acho que o hospital é aquele ali. – minha mãe nos interrompeu apontando para o hospital. deu a volta e foi em direção ao estacionamento, quase não conseguindo estacionar o carro de tanto que sua mãos tremiam. Descemos do carro e fomos direto para a recepção.
- Graças a Deus vocês chegaram. – falou se levantando e veio em nossa direção.
- Como ela está? – perguntamos ao mesmo tempo.
- O medico não falou nada apenas a levou.
- Calma , – falei o abraçando – tudo vai ficar bem,certo? Ela vai ficar bem.
- Como você sabe? Por acaso você é médica?
- Cala boca . – falei e o guiei até os bancos e o fazendo sentar ao meu lado.
- Se eu perder ela, eu morro , eu morro.
- Hey, olha pra mim – falei levantando o seu olhar para mim. – Não se preocupe, você vai ver, ela vai ficar bem. é a menina mais forte que eu conheço, igual a... você.
- Por que você está me falando essas coisas?
- Porque é a verdade.
- Não, você tava com raiva de mim.
- Vamos dizer que eu me conformei... eu te perdi. – falei abaixando a cabeça.
- Quem te disse isso? – ele falou e eu levantei a cabeça.
- Parentes de ? – um homem em seu jaleco branco apareceu na sala de espera com uma prancheta na mão. Todos voltaram o olhar para ele e quase o sufocamos com nossas perguntas. – Silencio! Um de cada vez.
- Como ela está? – perguntou.
- Ela vai ficar bem? – parecia mais aflito que o próprio .
- Está tudo bem meus rapazes, conseguimos retirar toda a substancia antes dela chegar ao sangue da paciente.
- Podemos vê-la?
- Ela está chamando o – ele olhou na prancheta – e . Vocês tem 10 minutos.
- Obrigada doutor. – agradeceu.
- De nada. Com licença. – ele desapareceu entre o corredor.
- Vamos lá então? – perguntou e eu assenti o seguindo pelo corredor. Eu estava meio confusa com o que ele havia me dito há minutos atrás, minha cabeça se enchia de perguntas, mas a principal era: O que ele quis dizer com aquilo? Eu me sentia um pouco desconfortável com sua aproximação, não era todos os dias que você perdia um amor, um verdadeiro amor. Ele parou em frente a porta e abriu de leve, meus olhos se encheram d'água quando a vi naquele estado, minhas pernas pareciam não obter nenhum osso, tudo havia virado algum tipo de geleia, entramos e nos aproximamos dela.
- Oi meu amor! – falou dando um beijo o topo de sua cabeça. – como está se sentindo?
- Melhor, graças a . – ela falou sorrindo fraco.
- Eu não podia deixar ela te maltratar, você é como... minha melhor amiga.
- Sua filha.
- ...
- Se eu quisesse uma mãe definitivamente eu queria que ela fosse você, mesmo eu não ter saído de dentro de você, eu sinto que eu posso cofiar em você. Como uma filha confia em uma mãe.
- Ai, amiga – eu a abracei forte – eu sempre, sempre, vou estar aqui.
- Eu sei que sim. – ela falou e pegou a mão do e a minha,juntando-as. – você ama meu pai certo?
- Cer-certo.
- E ele te ama certo?
- Com certeza. – ele respondeu e eu o olhei. – Mas do que ela mesma saiba.
- Não tem porque vocês ficarem separados, nasceram um para o outro.
- Nós não vamos, pode ter certeza.
- Prometam para mim que vão conversar.
- Prometemos. – falamos juntos. Escutamos batidas na porta.
- Posso entrar? – falou colocando a cabeça para dentro do quarto.
- Claro amor – falou toda carinhosa – Vem, eles já estão indo.
- Tá! – ele falou e entrou quase amassando em um abraço, abriu a porta e saiu, saí logo em seguida, virei-me para frente e logo dei de cara com ele, senti minhas bochechas queimarem, apressei meu passo até à sala de espera.
- Eu não menti. – ele falou e eu parei. – Eu sei que você também não. – continuei a andar. – Por que você se faz de difícil, quando eu já sei o que você realmente quer.
- Como você tem certeza disso? – falei de volta ainda de costas. – Como você pode saber o que eu quero? – o silencio tomou conta do corredor e logo senti o seu halito em meu pescoço.
- Porque é a mesma coisa que eu quero. – ele me abraçou por trás sussurrando em meu ouvido.
- Pode me soltar, por... favor.
- Por que? Por favor, – ele sussurrou em meu ouvido e eu fechei os olhos – Por favor, seja eternamente minha.
- ...
- Só te solto com um sim.
- E se eu disser não?
- Bem, ai terei que ficar assim, com você, para sempre.
- Bem, – me virei para ele e passei os braços por seu pescoço. – Não.
- Não?
- É, não. – sorri para ele. – Eu quero ficar assim, com você, para sempre.
- Eu... quase morri sem você. – falou me abraçando forte e dando uma fungada em meu pescoço.
- A reciproca é a mesma.
- Eu – ele começou ainda em meu pescoço. – pensei muito, e eu queria te fazer uma pergunta.
- Tudo bem. – me separei dele e o olhei dentro dos olhos. Ele se separou de mim e se ajoelhou em minha frente, meus olhos encheram-se de lagrimas. – ...
- Você, , aceita ser minha ? – ele perguntou me mostrando um lindo anel.
- Não, – falei o puxando para cima – Ser sua é só uma parte do que eu quero. Para sempre, eu serei sua para sempre. – E o beijei.
Palavras não definiriam o que eu estava vivendo agora, mas, eu sabia, que aquilo era o começo do nosso Para Sempre




FIM.


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